terça-feira, 11 de julho de 2017

Sociedade de Serviços

Você não obtém harmonia quando todos tocam a mesma nota”. ( Doug Floyd)

Na sociedade de serviços, em que estamos ingressando, mais que nunca é fundamental trabalhar-se em equipe. Com a diferença que cada vez mais, as chamadas equipes não se encontrarão fisicamente juntas, nem próximas, nem nas vizinhanças. Equipes multidisciplinares irão se formando e trabalhando de forma competente e feliz mesmo estando cada uma das pessoas em diferentes lugares das ruas, bairros, cidades, países.

Mas, e antes de aproveitar ao máximo as possibilidades que a tecnologia nos oferece, de somar pessoas em diferentes partes do mundo, sempre vale a pena recordar o verdadeiro sentido de equipe. Aquele que assume, desde a partida, que trabalhar em equipe é somar pessoas que se complementam pelas suas competências e especializações; pelas suas diferenças mais do que pelas suas semelhanças; pelas suas virtudes e, por que não dizer, também, pelas deficiências; devidamente afinadas por uma mesma partitura e competente regência de um maestro.

Existe uma história antiga, correndo pela internet, e que traduz com muita sensibilidade o verdadeiro sentido de equipe. É a que trata de uma suposta crise ocorrida numa carpintaria, onde as ferramentas decidiram questionar qual delas deveria liderar todas as demais.

O primeiro a se candidatar foi o martelo que rapidamente foi reprovado pelas demais ferramentas porque passava o tempo todo golpeando e fazendo barulho. O segundo pretendente era o parafuso também imediatamente descartado porque dava muitas voltas antes de chegar aos finalmente. O mesmo aconteceu com a lixa por ser muito áspera e provocar atritos, com o metro que atazanava com sua mania de medir a todos os momentos e uma a uma as ferramentas foi sendo descartadas.

E assim continuariam não fosse o fato de a porta ter se aberto e ingressado o carpinteiro. Que em questão de minutos, e recorrendo à face da virtude de cada uma daquelas ferramentas, transformou um pedaço de madeira numa fantástica cadeira. Utilizando a força do martelo, a solidez conferida pelo parafuso na junção das peças, o fim da aspereza e o prevalecimento da beleza graças à lixa, e a perfeição do resultado final pela contribuição inestimável do metro.

Onde depois, e feliz, se sentou, realizado.

Mais importante do que ter o melhor plantel é saber escalar e organizar a melhor equipe.


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