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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Como manter e conquistar territórios eleitorais


Neste artigo, apresentamos como o Núcleo Central de uma Campanha (NCC) deve atuar para conquistar novos votos e preservar os apoios já existentes em favor de seu candidato. À primeira vista, essa tarefa natural, mas não é. O amadorismo de outras campanhas ficou para trás, quem não contar uma equipe formada voluntários engajados e profissionais qualificados, trabalhando de forma integrados e sob uma coordenação geral, estará sujeito a perder a eleição.

            O primeiro passo é montar, caso ainda não exista, esse Núcleo qualificado, formado por pessoas comprometidas e dispostas a vestir a camisa do candidato. O voluntário é aquela pessoa motivada não apenas a ajudar o candidato, mas a cumprir uma missão para elegê-lo. Já o profissional é aquele que tem o compromisso e o dever de não só cumprir a missão, mas, sobretudo, executá-la e, em muitos casos, falar o que o Núcleo não gostaria de ouvir. O coordenador é o executivo do Núcleo e pessoa de alta confiança do candidato.

            Constituído esse Núcleo, começam o planejamento e a execução das estratégias de campanha. Uma das principais estratégias para a campanha, atualmente, é aplicar e analisar cuidadosamente pesquisas quantitativas e qualitativas para uso interno do Núcleo, assim como monitorar segmentos demográficos específicos de determinadas microrregiões.

            As pesquisas quantitativas buscam medir oscilações das intenções de voto e tendências históricas, passadas e futuras. Elas mostram a foto do momento. Deve-se também utilizar pesquisas contratadas por terceiros nessas análises. As pesquisas qualitativas buscam identificar fatos, emoções e desejos dos eleitores atuais e potenciais no dia a dia, é o filme. O objetivo é ouvir para que o candidato diga o que os eleitores querem ouvir. É consenso que o voto é uma decisão emocional. Assim, o candidato precisa falar na mesma frequência do eleitor, sem viés de comunicação.

            Algumas ideias para segmentação demográfica poderão servir para a elaboração de estratégias eleitorais bem-sucedidas. Pode-se trabalhar com faixas etárias dos grupos de eleitores, por exemplo: jovens de 16 a 24 anos, que estão mais participativos politicamente; grupos de 25 a 45 anos, contingente bastante significativo politicamente; eleitores de 46 a 60 anos, que pertencem à geração dos períodos marcantes; faixa entre 60 e 75 anos, que têm histórias e experiências para contar; e maiores de 76 anos, que estão dispensados de votar por lei, mas podem fazer diferença em uma eleição.

            Quanto às estratégias políticas oriundas das pesquisas quantitativas e qualitativas, discorreremos em próximos artigos. Até lá...

domingo, 26 de julho de 2026

Londres 2026

Em nossa última viagem ao exterior, em maio de 2026, Londres surgiu como uma breve e encantadora pausa no caminho. Foram apenas 24 horas na capital inglesa, uma espécie de respiro entre voos, antes de seguirmos rumo à Islândia, país nórdico que se aproxima, majestoso e gelado, das paisagens do Polo Norte.

Revisitar a Inglaterra — e, em especial, reencontrar Londres — é sempre um prazer que permanece na memória. Como o tempo era curto, escolhemos retornar a dois lugares que guardam, cada um à sua maneira, um pouco da alma da cidade: o Hyde Park, em cujos arredores nos hospedamos, e o Palácio de Kensington, marcado pela lembrança delicada da Princesa Diana.










domingo, 19 de julho de 2026

Dados e emoção redefinem as campanhas eleitorais

 

Uso de insights e tracking amplia a precisão das estratégias políticas em um cenário marcado por tecnologia, redes sociais e disputa pela atenção do eleitor. 

O título deste artigo combina duas expressões em inglês e uma palavra em português. A escolha não é casual: ela antecipa uma discussão cada vez mais presente nas campanhas eleitorais contemporâneas, marcadas pelo uso de dados, tecnologia e estratégias de comunicação direcionadas.

As eleições de outubro deste ano, realizadas em dois turnos, apresentam características distintas em relação a pleitos anteriores. A disputa envolve cargos de presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual. Paralelamente, há também movimentações políticas em torno de futuras indicações para ministérios, estatais, agências reguladoras e demais estruturas da administração pública.

Nesse contexto, dois conceitos ganham relevância: insights e tracking. Os insights são percepções capazes de identificar fatores emocionais e sensoriais que influenciam a percepção, a memória e o julgamento de determinados públicos. Quando aplicados de forma estratégica, podem revelar oportunidades de comunicação e mobilização política. Já o tracking é uma técnica estatística usada para monitorar continuamente a evolução da campanha, avaliar estratégias em curso e fornecer subsídios para ajustes no planejamento eleitoral.

Com o avanço das novas tecnologias e a consolidação das redes sociais como instrumentos centrais de comunicação política, as campanhas passaram a exigir menos improviso e mais precisão. A tomada de decisão, especialmente nos núcleos estratégicos das candidaturas, depende cada vez mais de informação qualificada, leitura de cenário e rapidez de resposta.

A seguir, são apresentados alguns exemplos de como essas ferramentas podem orientar candidatos e coordenadores de campanhas eleitorais na definição de estratégias mais eficientes.

Entre as questões que devem orientar uma campanha estão a identificação dos municípios onde o candidato obteve melhor ou pior desempenho em eleições anteriores, a análise das razões para vitórias e derrotas, a manutenção de bases eleitorais já conquistadas e a recuperação de votos perdidos. Também é fundamental acompanhar a evolução da campanha em diferentes regiões, como capital, agreste e sertao, além de definir alianças políticas e ações voltadas a públicos específicos.

A compreensão teórica e prática dessas ferramentas ajuda a explicar sua importância no ambiente eleitoral atual.

Gilberto Musto, autor do livro Mapa do Voto 5, afirma: “Votar por emoção e, posteriormente, justificar pela razão é a ordem que faz o eleitor ter um comportamento tão dinâmico e interessante. Isso promove estudos contínuos desta jornada, que se inicia em uma fase de total desinteresse e vai até o momento em que ele se torna um multiplicador ou incentivador de uma candidatura”. A avaliação reforça a ideia de que o voto é influenciado por componentes emocionais. Para compreender esses fatores, campanhas recorrem a técnicas como grupos focais e pesquisas qualitativas, capazes de revelar percepções relevantes sobre a forma como o eleitor interpreta mensagens, propostas e narrativas políticas.

Ivan Ervolino, analista de dados e inteligência política, afirma: “A política mudou. O eleitor mudou. E quem insiste em campanhas longas e genéricas está jogando para perder. Vivemos um tempo de excesso de estímulos e decisões tomadas em segundos. Em meio a múltiplas tarefas e baixa tolerância a mensagens extensas, a campanha eleitoral tornou-se um jogo de precisão curto, intenso e sem margem de erros”. A análise aponta para a necessidade de decisões rápidas e baseadas em evidências. Nesse cenário, o tracking eleitoral se diferencia da pesquisa tradicional de intenção de voto por acompanhar, em alta frequência, a evolução das preferências dos eleitores ao longo da campanha. Enquanto a pesquisa quantitativa registra um retrato do momento, o tracking permite observar o movimento da disputa.

Em um ambiente eleitoral marcado por velocidade, segmentação e disputa permanente pela atenção do eleitor, o uso combinado de insights e tracking tende a ocupar papel cada vez mais relevante nas campanhas. A política, afinal, tornou-se também um campo de análise de dados, percepção pública e resposta estratégica.

sábado, 11 de julho de 2026

Viajar é viver: como escolhemos e construímos nossas viagens ao Exterior

Raquel, Ângela e Carlos

Muitos familiares e amigos costumam nos perguntar como planejamos nossas viagens e de onde vem esse entusiasmo permanente por descobrir novos lugares. A resposta não está apenas na logística, nos roteiros ou nas passagens compradas com antecedência. Ela nasce, antes de tudo, de uma disposição afetiva diante do mundo: a vontade de conhecer, experimentar, revisitar e transformar cada deslocamento em memória. É essa experiência — construída ao longo de muitos anos — que nos leva a compartilhar, neste artigo, não apenas como organizamos nossas viagens, mas também porque viajar se tornou uma das dimensões mais significativas de nossa vida em comum. 

Nosso vínculo com as viagens começou cedo. Ainda na adolescência, ambos já experimentávamos deslocamentos que, à época, tinham muito de convivência familiar e descoberta. Eu, por exemplo, a partir dos 15 anos, passava as férias de meio de ano em Campina Grande, hospedado na casa do Sr. e da Sra. Napoleão Medeiros (Arminda), do Dr. e da Sra. Pedro Brito (Nereide) e do Sr. e da Sra. Aristides Hamad (Carmem). Mais tarde, também me hospedei várias vezes em Bananeiras, na casa do meu padrinho, o Sr. Sérgio Meira, e de sua esposa, Maria. Ângela, por sua vez, costumava ficar no Rio de Janeiro, na casa do tio, o Dr. Hélio Pessoa, e de sua esposa Lalá, ou na Fazenda Camaçari, de outro tio, o Sr. Edésio Pessoa, também acompanhado de sua esposa, Lourdes. Depois de casados, mantivemos esse hábito de viajar, agora ampliado pela vida em comum e pelo prazer de compartilhar experiências. Íamos com frequência à praia de Gaibu e a Gravatá, hospedando-nos na residência do meu irmão, George Trigueiro, e de sua esposa, Ingrid. Também íamos a Patos, onde ficávamos na casa do meu irmão Fernando Trigueiro e de sua esposa, Yone. Outro destino de que gostávamos muito era a Fazenda Capuxu, pertencente ao meu irmão Alberto Trigueiro e à sua esposa, Socorro. 

Aos poucos, as viagens deixaram de ser apenas ocasiões familiares e passaram a compor um projeto afetivo de casal. As primeiras experiências internacionais também tiveram papel importante nessa formação. Ângela fez sua primeira viagem ao exterior quando ainda cursava o científico: por meio de um intercâmbio, viveu durante seis meses em Iowa, nos Estados Unidos. Eu, já universitário, fui a Assunção, no Paraguai, em uma viagem de compras. Embora distintas em propósito e contexto, essas experiências ajudaram a consolidar em nós o gosto pelo deslocamento, pelo contato com outras realidades e pela curiosidade diante do desconhecido. 

Nossa primeira viagem ao exterior como casal foi ao lado dos amigos Roberto Paulo (in memoriam) e sua esposa, Eliane, em uma excursão chamada “Quatro Bandeiras”. Nosso roteiro no Brasil, passamos por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Foz do Iguaçu. Em seguida, seguimos para o Paraguai, o Uruguai e a Argentina, retornando, ao final, ao Rio de Janeiro. Foi, curiosamente, a primeira e também a última vez que viajamos nesse tipo de excursão. A experiência não nos agradou — e talvez exatamente por isso tenha nos ensinado que preferimos a liberdade dos roteiros mais personalizados, construídos de acordo com nosso próprio ritmo. 

Com o passar do tempo, especialmente depois de 25 anos de casamento, passamos a viajar sozinhos para o exterior e, em muitas ocasiões, tivemos a companhia de nossa filha Raquel. Foi nesse período que as perguntas de familiares e amigos se tornaram mais frequentes: como escolhemos nossos destinos? Como construímos cada viagem? E quantos países já conhecemos? Essas indagações, repetidas ao longo dos anos, acabaram dando origem à reflexão que estrutura este texto.

Comecemos pela curiosidade mais recorrente: quantos países já visitamos? A resposta, sempre dada com bom humor, é simples: só não conhecemos aqueles aonde ainda não fomos. Ao todo, já estivemos em mais de 80 países, alguns deles mais de uma vez. Há lugares aos quais voltaríamos sem hesitar; outros, embora importantes em nossa trajetória, talvez não revisitássemos. Viajar, afinal, também é aprender a reconhecer afinidades, encantos e limites. Quanto à forma como escolhemos e organizamos cada viagem, o processo se dá em etapas. A primeira decisão é talvez a mais prazerosa: optar entre conhecer um destino ainda inédito ou retornar a um lugar que nos marcou. Em seguida, fazemos uma avaliação cuidadosa dos recursos financeiros disponíveis, sempre com responsabilidade e sem comprometer o equilíbrio futuro do casal. 

Superada essa etapa, recorremos à VOEJAR (19 anos nossa parceria), agência de turismo dos amigos Sandro e Pollyana, que se tornou parceira essencial em nossas jornadas. É ali que o planejamento ganha contornos concretos, com a definição de destinos, datas, hospedagens, companhias aéreas, seguro-viagem, roteiros de "bate e volta", restaurantes regionais e demais detalhes que tornam a experiência mais segura e proveitosa. Com essas informações em mãos, tem início a fase mais técnica da preparação. A VOEJAR, cujo papel consideramos decisivo para o êxito de cada experiência, apresenta alternativas de roteiro compatíveis com nossas preferências. Depois de conversas, ajustes e escolhas sucessivas, fechamos o destino e partimos para mais uma aventura. Se a viagem começa efetivamente no embarque, ela também começa muito antes: no desejo, no planejamento e na expectativa compartilhada. Outra pergunta frequente diz respeito aos imprevistos: “Vocês nunca tiveram problemas nessas viagens?” Naturalmente, sim. Viajar também é lidar com o inesperado, com aquilo que escapa ao controle e nos obriga a desenvolver flexibilidade. Já enfrentamos terremoto no Chile, nevasca nos Estados Unidos, arremetidas de aeronaves antes do pouso, noites em aeroportos e longas esperas em recepções de hotéis por chegarmos antes do check-in. Ainda assim, graças a Deus, nunca tivemos necessidade de atendimento médico ou odontológico, muito menos de internação hospitalar. Até mesmo durante a pandemia de Covid-19, continuamos a viajar, tanto pelo Brasil quanto para o exterior, sempre atentos às circunstâncias de cada momento. 


VOEJAR (sandro@voejarbrasil.com.br)

Afinal, como lembra a célebre frase atribuída a Santo Agostinho, “Quem não viaja jamais passa da primeira página de um livro”. No fim das contas, viajar sempre nos pareceu mais do que lazer. É uma forma de renovar a vida, fortalecer os vínculos familiares, ampliar horizontes e cultivar a alegria. Viajar reduz o estresse, favorece o bem-estar emocional e nos coloca em contato com o diferente — e, justamente por isso, também nos ajuda a compreender melhor a nós mesmos. Talvez seja essa a maior razão de continuarmos partindo: porque cada viagem, por menor que pareça, tem o poder de nos devolver ao mundo com um olhar renovado. 

Por isso, sempre que possível, vale a pena atender ao chamado da estrada, do aeroporto, ferrovia, rodovia, do mar ou de qualquer horizonte ainda por descobrir.

Viajar é, em essência, uma maneira de celebrar a vida.

Ângela e Carlos. Por do Sol em alguma localidade

domingo, 21 de junho de 2026

Rota 1: Costa Sul da Islândia


Raykjavik

Um dos passeios mais longo que já fizemos no exterior, utilizando como veículo um ônibus altamente confortável. Com wifi gratuito, open bar etc. O passeio durou 14:30h, saindo pontualmente às 07:30h do BSI Bus Terminal – City Center Vatnsmyarvegur da Capital Raykjavik até Jökulsárion, onde fica o Glacial Jökulsárion e a Diamond Beach.
 
A viagem não é cansativa, mas são muitas horas na estrada, os lugares são maravilhosos, com várias paradas incríveis. O Guia falando em inglês explicava os locais visitados e contava histórias durante todo o percurso do passeio, o que fez uma diferença.
 
Ao longo do caminho vimos os Vulcões: Hekla, Eyjafjallajökull; Ilhas Westman, Katia e Oraefajökull: Geleiras Langjökull, Màrdalsjökull, Vatnajökull; Placas Tectônicas; e vários focinhos de geleiras, Cachoeiras: Skógafoss, Seljalandsfoss, Systrafoss, Foss à SiÃu e diversas outras. Planícies arenosas. A praia de Jökuls’s em Vik. Terras férteis e campos de lava coberto de musgo. Fazendas de ovelhas, cavalos e gados, e muitas outras coisas.































Vale a pena o passeio, apesar de longo. Recomendamos!