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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Brasília de 1975 a 2023: MEC/DAU/UFPB/ADUFPB

MEC/DAU

São passados cerca de 48 anos que não voltávamos ao Distrito Federal. Muita emoção estamos passando nesses últimos dias.

 

No ano de 1975, eu e o saudoso professor e, posteriormente, Reitor da UFPB, Orlando Gomes, desenvolvemos um trabalho de pesquisa e como resultado criamos um sistema de informação financeiro/contábil e estatístico, denominado “Capacidade Instalada da IES”.

 

Testado e aprovado a eficácia do sistema criado - Capacidade Instalada, sua aceitação foi imediata. Tanto foi assim, que o professor Lynaldo Cavalcanti, então Diretor do DAU (Departamento de Assuntos Universitários), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), ao tomar conhecimento do nosso trabalho, determinou que fosse imediatamente implantado nas Instituições de Ensino Superior (IES) do país, o que foi muito gratificante e nos “abriu portas” para novos voos na área acadêmica.

 

Eu e o professor Orlando Gomes passávamos a maior parte do tempo, nos anos 1975/76, entre João Pessoa e Brasília, como também visitando outras Instituições de Ensino Superior (IES) do país, com o fito em verificar a Capacidade Instalada de cada Instituição.

 

O Ministério da Educação (MEC) tinha, assim, um critério técnico para distribuição de recursos financeiros, tendo como base as necessidades e anseios, de futuras instalações físicas e contratação de novos recursos humanas.

 

Agora em 2023, voltamos à Brasília, como professor aposentado da UFPB. Muitas lembranças! Cenário diferente. Missão sindical (a convite da ADUFPB como representante da base) outra vez. Acompanhado dos Diretores do ADUFPB (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba), Cristiano Bonneau – Presidente e Marta Diniz – Diretora Suplente de Tesouraria; do professor aposentado José Antônio da Silva, convidado pela ADUFPB, representando a base. O objetivo da missão realizar uma peregrinação junto a bancada paraibana dos parlamenteares no Congresso Nacional; o ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior); o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, finalmente, MOSAP (Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas).

 

Um dos objetivos dessa missão foi apresentar nossas demandas quanto a atual situação problemática dos precatórios referentes aos 28,86%, conforme relato sucinto a seguir. 

 

1.     “A UFPB tem no seu quadro funcional mais de 1.500 docentes aposentados, sendo uma parcela importante dos litigantes, infelizmente, já falecidos, sobretudo, pela e após a pandemia. Estão implicados cerca de 1.440docentes no processo jurídico, sendo total de docentes setecentos e dez (710) já foram contemplados, com a obrigação de fazer e de pagar, uma vitória jurídica no processo dos 28,86%. Por outro lado, a outra parcela de docentes pleiteantes, sendo setecentos, até os dias atuais, não foram alcançados pela mesma decisão no mesmíssimo processo judicial. Essa distinção das decisões referente a este processo, é motivo justo de inconformismo relativo aos trâmites administrativos, jurídicos e políticos uma vez que todos os 1.500professores deram entrada conjunta aos seus processos, iguais em conteúdo e data, nos sendo inalcançável a razão pela qual a demanda é justa para alguns enquanto não o é para outros. Parece-nos caso de utilização de pesos e medidas diferentes para igual situação, quebra de isonomia e uma lógica casuística em lugar de um raciocínio jurídico jurisprudencial”. (trecho da carta encaminhada por email aos parlamentares paraibanos, segundo o Presidente da ADUFPB).

 

Vale ressaltar que os pleiteantes dessa demanda são, em grande maioria, docentes aposentados, bem como pensionistas ou descendentes dos titulares da ação, e que possuem, além desta, várias outras demandas, considerando os prejuízos históricos, sobretudo nas questões salariais, a que os docentes foram acometidos. Outras demandas também apresentadas foram as descritas a seguir.

 

2.     Isenção do IR (Imposto de Renda) para professores – PL 165/22.

“O Projeto de Lei 165/22, de autoria do deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), tramita na Câmara Federal desde fevereiro de 2022 e isenta do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF), seja na fonte ou na declaração anual, a remuneração recebida pelos professores em efetivo exercício no ensino infantil, fundamental, médio e superior. O texto já está em análise na Câmara dos Deputados, propondo a alteração da Lei 7.713/88, que trata do IRPF, e tramita em caráter conclusivo, ou seja, será votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensando a deliberação do Plenário. No caso do PL 165/22, a análise será feita pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Embora esse projeto restrinja-se aos professores em efetivo exercício na educação básica e superior, seu alcance pode ser ampliado devido ao PL 3.013/22 que foi apensado à proposta. De autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), o PL 3.013/22 inclui, além dos profissionais em efetivo exercício na docência, os professores responsáveis pelas atividades de coordenação e orientação, independentemente do nível de ensino. Também está apensado ao PL 165/22 o Projeto de Lei 1.579/23, da deputada Fernanda Pessoa (UNIÃO-CE), que isenta do Imposto de Renda os rendimentos dos profissionais do magistério da educação básica. Em 7 de março de 2022, o projeto foi encaminhado à Comissão de Educação da Câmara, com relatoria da deputada Lêda Borges (PSDB-GO). A parlamentar apresentou seu relatório, favorável à aprovação do projeto, no dia 1º de agosto deste ano”.

 

3.     Fim do confisco previdenciário para servidores aposentados – PEC 555/2006.

“Em 2003, o Congresso instituiu que os aposentados passassem a contribuir com a previdência da mesma forma que os ativos (art. 4º da Emenda Constitucional nº 41, de 2003). Em 2006, o deputado Carlos Mota (PSB-MG) apresentou a PEC 555/2006 na Câmara. O projeto de emenda constitucional requer a revogação do art. 4º da Emenda Constitucional nº 41, de 2003.  Desde agosto de 2010 a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aguarda para entrar em votação no Plenário da Câmara dos Deputados. A PEC 555/2006 propõe revogar o artigo 4º da Emenda Constitucional nº 41, de 2003, que instituiu a cobrança previdenciária sobre os proventos de servidores públicos aposentados. Em 2010, a Comissão Especial da Câmara aprovou um substitutivo à PEC 555/2006. A nova versão determina que a contribuição previdenciária incidirá apenas sobre a parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência, de que trata o art. 201 da Constituição Federal. Em 2019, a Emenda Constitucional 103/2019, conhecida como Reforma da Previdência, instituiu um aumento na alíquota da contribuição dos aposentados. (https://www.gov.br/inss/pt-br/assuntos/noticias/confira-as-principais-mudancas-da-nova-previdencia). Em 2023, Deputado Gilvan Máximo (REPUBLICANOS-DF) solicita inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 555-A, de 2006, do Sr. Carlos Mota, que 'revoga o art. 4º da Emenda Constitucional nº 41, de 2003”.

 

4.     Contra a Reforma Administrativa – PEC 32.

Durante a pandemia de covid-19, no governo genocida do ex-presidente e agora inelegível Jair Bolsonaro, os fóruns de servidores públicos representados pelo FONASEFE e FONACATE fizeram uma forte vigília, entre agosto e dezembro de 2021, contra a PEC 32 — que, entre outras aberturas, permite o fim dos concursos públicos e abre possibilidades de novas formas de contratação, percorrendo caminhos que passam ao largo da objetividade de concursos públicos para a seleção e a contratação de servidores. Além disso, a PEC 32 estabelece o fim da estabilidade e a terceirização irrestrita de serviços, transferindo renda pública para a iniciativa privada, alterando a lógica de inciativas que são finalidade e meio para atendimento crucial da população. Também suspende os meios de aferição do desempenho individual do servidor, com o atrelamento desse desempenho às metas institucionais. Tal modelo de negócios, próprio da iniciativa privada, prevê a possibilidade de demissão dos servidores estáveis. Podemos, ainda, elencar a possibilidade de a norma geral não estabelecer limites significativos para a ocupação de cargos em comissão por servidores detentores de cargos efetivos, como cabide de posição política daqueles que se locupletam da finalidade pública. O próprio texto da PEC 32 já estipulou que o prazo máximo de duração da contratação por prazo determinado será de dez anos, o que nos parece demasiadamente longo para uma atividade que, em tese, deveria ser somente excepcional. Apesar de a PEC 32 mencionar que essa modalidade de contratação será para atender necessidades temporárias, o mesmo texto excepciona essa forma de contratação ao prever que, até mesmo no caso das atividades permanentes, será permitida a contratação por tempo determinado, desde que esteja revestida da natureza transitória. Esse modelo de escolha do legislador nos leva a crer que os contratos por prazo determinado serão, na verdade, uma nova modalidade de contrato firmado com a administração pública, de maneira precária e sem continuidade da prestação do serviço, alheia ao interesse público. Um cargo que não possui qualquer estabilidade profissional e que, provavelmente, passará a ser utilizado em larga escala pelas gestões governamentais. Vislumbramos, assim, o aumento da precarização do serviço público, o que colocará a atividade em risco, além de promover uma quebra no custeio do regime próprio de previdência dos servidores públicos, já que os contratados por tempo determinado serão filiados ao regime geral de previdência social, correndo o risco de déficits previdenciários nos regimes próprios. O que se percebe é uma forte ênfase nos termos “temporárias”, “permanentes” e “transitórias”, o que também vulnerabiliza o interesse público, que poderá ter interpretações distintas desses conceitos, a depender da gestão que assume o poder”.

 

Planejamento e execução da Missão:

 

Dia 20/08/2023:

Viagem João Pessoa / Brasília.

 

Dia 21/08/2023.

 

Visita ao ANDES – SN. Reunião com a Diretoria e Assessoria Jurídica.


STJ (Superior Tribunal de Justiça): Precatórios dos 28,86 %. Visita as Gabinetes dos Ministros Benedito Gonçalves, Humberto Martins, Francisco Falcão e Og Fernandes. Recebidos pelos Chefes de Gabinetes e pelo Dr. Adriano, Juiz de Direito do Gabinete do Ministro Francisco Falcão.


ANDES - SN

Superior Tribunal Federal - STF

MOSAP (Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas).


Dias 22 e 23/08/2023.

 

Visita ao Escritório de Advocacia do Dr. Leonardo Rufino Capistrano (Cesar Asfor Rocha Advogados) representante da ADUFPB em Brasília.


Reunião com o Dr. Leonardo Rufino Capistrano


Vista ao Congresso Nacional. Contato com Parlamentares da Paraíba.



Senador Veneziano Vital do Rego

Deputado Hugo Motta

Deputado Rui Carneiro

Visita aos Gabinetes dos Deputados Wilson Santiago, Damião Feliciano, Gervásio Mauá  e Mercinho Lucena, onde foram entregues a Carta e o Infográfico aos Chefes de Gabinetes dos mesmos. Entregamos também aí conterrâneo Deputado Lindemberg Farias.


Tatiane, minha sobrinha, no Gabinete do Deputado Hugo Motta

Plenário (Comissão) da Câmara dos Deputados

 Dia 24/08/2023 

Viagem de retorno Brasília / João Pessoa.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Mais um Paraibano se destacando em Pernambuco

George Meira Trigueiro

Esta sendo realizado na Capital Pernambucana , Recife, o Congresso Brasileiro - X FENAESS (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde), nos 24 e 25 do corrente mês, tendo como um patrocinadores o SINDHOSPE (Sindicato  dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado de Pernambuco) que tem como Presidente o paraibano GEORGE MEIRA TRIGUEIRO.



Presidente da FENAESS, Bruno Monteiro, Presidente da Frente Parlamentar de Saúde, Deputado Pedro Washington
George Trigueiro


Programação

24 de agosto

Manhã

  • 08:00 - Abertura do credenciamento
  • 09:00 - Abertura – Dr. Breno Monteiro (Presidente da FENAESS) e Dr. George Trigueiro (Presidente SINDHOSPE)
  • 09:30 - Palestra com Presidente da ANS - Paulo Rebello
  • 10:30 - Palestra Magna de abertura - Roberto Padovani (Economista Chefe Banco Votorantim)
  • 11:30 - Mesa – Relacionamento Prestador/Operadora – Dep. Pedro Westphalen (Deputado Federal) e Marcos Paulo Novais (Superintendente Executivo Abramge)
  • 12:30 - Almoço

Tarde

  • 14:30 - Reforma Trabalhista: Perspectivas de mudança nas relações de trabalho - Walquiria Nakano Eloy Favero (Consultora e pesquisadora no CEPI FGV Direito SP), Patrícia West (Diretora Executiva do SINDESSMAT), Ana Amélia Figueiredo Dino (Dino, Figueiredo e Lauande Advocacia), Solange Bezerra (Assessora Jurídica do SINDHOSPE)
  • 15:30 - Homenagem Comenda Francisco Ubiratan Dellape 
  • 15:45 - Livro Protagonismo na defesa da saúde - SINDHOSP/SL
  • Coffee Break
  • 16:00 Reforma Tributária - Breno Vasconcelos (Mannrich e Vasconcelos Advogados), Gustavo Madi (LCA), Clodoaldo Magalhães (Deputado Federal PV-PE)
  • Apresentação
  • 18:00 Encerramento


25 de agosto

Manhã

  • 09:30 Revisão RDC 50 – Anvisa – Giselle Calais (Diretora adjunta Anvisa), Leandro Rodrigues (Consultor Cnsaúde)Karla Baeta (Apevisa)
    11:00 Saúde Digital: Como Proteger os Dados Sensíveis – Nairane Leitão (Diretora ANPD), Marcos Ottoni (Diretor Jurídico da Cnsaúde), Antônio Mocelin (CRO M3corp) e Starch Souza (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE)

  • 12:00 Almoço

Tarde

  • 14:00 Otimizando a Gestão: Reduzindo custo e aumentando a produtividade – Vivian Giudice (IBES), Audry Rippel (Diretora da HSB/A), Maurício Silva (ANS) e George Meira Trigueiro (Presidente SINDHOSPE)
  • 15:30 Coffee Break
  • 16:00 Gestão de Riscos através de indicadores - João Lucena (Programa Farol de Indicadores), Paula Meira (Interne Saúde), Alex Sandra Almeida (Hospital Albert Sabin), Carolina Carrascoso (Hospital São Vicente)
  • 18:00 Encerramento - Happy Hour.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

O processo de troca: elemento chave do marketing

Fazer marketing significa usar a ciência e a arte para facilitar o processo de troca, isto é, o marketing é o mecanismo de articulação entre a procura e a oferta. 

Segundo Kotler, “marketing surge quando as pessoas decidem satisfazer necessidades e desejos pela troca”. Para acontecer a troca, há cinco condições: 1) haver pelo menos duas pessoas; 2) cada pessoa ter alguma coisa que possa ser de valor para a outra; 3) cada pessoa ser capaz de se comunicar e de trocar; 4) cada pessoa ter a liberdade de aceitar ou rejeitar a oferta; e 5) cada pessoa acreditar que é apropriado ou desejável negociar com a outra. Portanto, a troca é o conceito que define marketing.

 

A definição de mercado é derivada do processo de troca. Mercado é o conjunto de pessoas ou de grupos de compra que têm, ou poderão ter, uma mesma necessidade a satisfazer, pressupondo-se a existência de recursos adequados a essa satisfação.

 

Assim, o marketing pode ser entendido como o conjunto de atividades que uma organização planeja, implanta e controla, orientadas para atender às necessidades de indivíduos ou grupos de indivíduos ou de outras organizações, oferecendo-lhes produtos ou serviços. A finalidade é, portanto, atingir os objetivos organizacionais por meio da satisfação dos clientes.

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

É preciso (re)unir a cidade

Fonte: www.carlosromero.com.br

PETRÔNIO SOUTO

paraiba centro historico expansao urbana joao pessoa
Vou procurar ser o mais sincero possível. Quando a orla já estiver saturada e não oferecer mais bons negócios, a indústria da construção civil se voltará para o centro, área que já possui toda a infraestrutura passando na porta. Aí os escombros do que foi comprado bem barato serão removidos para novos empreendimentos.

Por enquanto, a estratégia parece ser "afundar" mais ainda o centro da cidade para que os imóveis continuem a preço de bolo. Diante disso, é rezar para que o Poder Público faça alguma coisa a fim de que seja mantido o que ainda resta numa situação que dê para recuperar depois. 

paraiba centro historico expansao urbana joao pessoa
paraiba centro historico expansao urbana joao pessoa
paraiba centro historico expansao urbana joao pessoa
Centro Histórico da Capital Paraibana ALCR / Marcelo Hasegawa
João Pessoa abriga duas cidades: Havana e Miami, e o Mar do Caribe é a Maximiano de Figueiredo. Precisamos (re)unir a cidade. Essa separação aumenta o fosso entre o centro e a orla. Há mil e uma formas de devolver a vida ao centro da cidade, mas não tem havido vontade política para isso. Infelizmente. 

Pena que os planos diretores e os códigos afins só tenham servido para colocar os trilhos para o bonde da construção civil deslizar tranquilamente, sem obstáculos... Há décadas que não tem havido amor, afeto, carinho, apreço pela nossa capital. Basta observar as fotos de João Pessoa ao correr do tempo... 

paraiba centro historico expansao urbana joao pessoa
Centro Histórico da Capital Paraibana George Henrique Vasconcelos Gomes
No entanto, penso que a mudança não depende da ação desse ou daquele príncipe. Fragilidade econômica da sociedade, ignorância e corrupção destroem cidades e homens. Boa parte da população da Paraíba vive da aposentadoria do INSS e do Bolsa Família. Desse jeito fica difícil mudar para melhor. 

Considere que o povo é empurrado para essa situação. O povo não é o culpado, é a vítima. A luz no final do túnel está na formatação de uma excelente escola (escola de verdade!) para nossos filhos e netos; escola que garanta, inclusive, boa alimentação. 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Gastronomia Alemã: a origem do joelho de porco

Um dos pratos tradicionais da gastronomia alemã é o famoso, 
Joelho de Porco, na região Baviera. Degustamos pela primeira vez na cidade de Munich durante a Oktoberfest.

A carne de porto é a preferência nacional, devido diversos pontos, entre os quais, destaca-se a pouca área de pasto aberto, o que dificulta a criação de animais como bois e ovelhas, assim como a carne suína ser macia e saborosa. Outro fator é o preço da carne suína, líder no mercado germânico, pois é mais barata em relação as outras carnes


O famoso joelho de porco é, na verdade,
unanimidade na Alemanha quando se fala em carne. Sua característica é a grossa camada de gordura que envolve a peça, e que durante o preparo, deixa a carne com um sabor excelente e suculenta diferenciando dos pratos preparados a base de carne. Existem dois tipos de preparação desse prato: 
Eisbein e Schweinshare. A nossa preferência recai no Eisbein acompanhado da Kartoffelsalat (salada de batata) e Krautsalat (salada de repolho).





sábado, 5 de agosto de 2023

Pesquisa Qualitativa

 

"O que é uma pesquisa qualitativa?

Pesquisa qualitativa é uma abordagem de pesquisa que estuda aspectos subjetivos de fenômenos sociais e do comportamento humano. Os objetos de uma pesquisa qualitativa são fenômenos que ocorrem em determinado tempo, local e cultura.

Uma pesquisa qualitativa aborda temas que não podem ser quantificados em equações e estatísticas. Ao contrário, estudam-se os símbolos, as crenças, os valores e as relações humanas de determinado grupo social.

A abordagem qualitativa exige um estudo amplo do objeto de pesquisa, considerando o contexto em que ele está inserido e as características da sociedade a que pertence.

Devido ao caráter subjetivo de uma pesquisa qualitativa, é necessário realizar um trabalho de campo. O campo é o momento em que o pesquisador se insere no local onde ocorre o fenômeno social.

Por exemplo, se o objeto de pesquisa é uma associação de moradores, o pesquisador irá frequentar as reuniões e conhecer os indivíduos que estão envolvidos com a organização.

Existem diferentes tipos de pesquisa qualitativa e de instrumentos de coleta de dados. A escolha dos caminhos a serem seguidos em uma pesquisa dependem dos objetivos do estudo e das possibilidades metodológicas.

Diferença entre pesquisa qualitativa e pesquisa quantitativa

 

Enquanto a pesquisa qualitativa busca explicações para os fenômenos na compreensão das relações humanas, nas crenças e valores, a pesquisa quantitativa busca resultados numéricos e estatísticos.

A diferença entre as duas abordagens pode ser explicada pelo objetivismo na pesquisa quantitativa e pelo subjetivismo na pesquisa qualitativa.

Isso significa que a pesquisa quantitativa busca resultados objetivos e palpáveis, baseados em experimentos, e possíveis de serem quantificados. Essa abordagem é bastante utilizada nas ciências exatas e naturais.

A pesquisa qualitativa, por outro lado, não obtém respostas objetivas para seus objetos de estudo.

Os resultados das pesquisas partem das percepções dos indivíduos envolvidos, dos conflitos observados em campo e dos aspectos subjetivos identificados. As pesquisas qualitativas são mais utilizadas nas áreas sociais e humanas.

Uma diferença importante entre os dois modelos de investigação científica está no ponto de vista do pesquisador sobre o objeto de estudo: na quantitativa, a opinião do pesquisador deve ser excluída; na qualitativa, a opinião do pesquisador pode estar integrada à pesquisa.

Tipos de pesquisa qualitativa

 

Existem diferentes metodologias para se realizar uma pesquisa qualitativa. Para identificar qual é a melhor opção para cada objeto de estudo, é importante conhecer as características de cada uma delas.

Etnográfica

A pesquisa etnográfica é uma metodologia geralmente utilizada por antropólogos para estudar uma sociedade ou um grupo social.

Em uma pesquisa etnográfica busca-se entender as tradições, costumes, crenças, hábitos e valores daquela coletividade. Além disso, é comum que os estudos busquem compreender as mudanças dessas características ao longo das gerações.

Para esse tipo de pesquisa é necessário que o pesquisador tenha um convívio muito próximo ao grupo, de modo que possa compreender as relações e a percepção de mundo desses indivíduos.

A coleta de dados em uma pesquisa etnográfica, além da própria observação participante, pode ser feita por meio de entrevistas em profundidade e grupos focais.

Grupo focal é uma técnica de pesquisa em que a coleta de dados se dá a partir da discussão em grupo de tópicos pré-determinados.

Após a coleta de dados, o pesquisador relata as características daquele grupo, como por exemplo, a maneira como se constroem as relações, os costumes, os rituais e as tradições.

 

Estudo de caso

 

O estudo de caso é um tipo de pesquisa que busca analisar uma situação específica, de maneira aprofundada e completa. O objeto de um estudo de caso pode ser um grupo social, uma organização ou um fenômeno social.

Em um estudo de caso, o pesquisador busca entender o objeto de maneira completa, interpretando o contexto em que se insere e as variáveis que o influenciam.

As fontes de pesquisa de um estudo de caso podem ser variadas, como pesquisas documentais, observação participante, entrevistas, grupos focais e etc.

Geralmente o pesquisador analisa diferentes opiniões e pontos de vista dos indivíduos que participam da pesquisa, o que lhe permite compreender a complexidade do fenômeno estudado.

Pesquisa-ação

 

Uma pesquisa-ação é um tipo de pesquisa qualitativa que tem como objetivo resolver um problema ou, ao menos, identificá-lo.

A identificação dos problemas é realizada pelos pesquisadores e pelos participantes da pesquisa, que em conjunto também propõe e elaboram possíveis soluções.

Existe uma grande interação entre os pesquisadores e participantes, mas diferente de outras metodologias qualitativas, o objeto de estudo não são os indivíduos, mas os problemas que surgem da interação social.

Como fazer uma pesquisa qualitativa?

 

Existem diferentes caminhos para se fazer uma pesquisa qualitativa, mas em geral, o passo a passo pode ser organizado da seguinte forma:

  1. Definição do objeto de pesquisa: definir o problema que se pretende estudar;
  2. Pesquisa bibliográfica: buscar na literatura outros estudos que já tenham estudados casos semelhantes;
  3. Definição de metodologia e instrumento de coleta de dados: definir qual o tipo de pesquisa qualitativa é mais adequado para o objeto e como os dados serão coletados, por exemplo, entrevistas, observação participante, etc;
  4. Roteiro de pesquisa e cronograma: organizar todas as etapas da pesquisa e definir os prazos para a finalização de cada uma das etapas;
  5. Coleta de dados: coletar os dados com os instrumentos definidos e organizá-los sistematicamente para facilitar a análise;
  6. Análise dos dados: com os dados coletados, parte-se para a análise e interpretação das informações. A partir dos dados, o pesquisador elabora as respostas e possíveis teorias para o problema de pesquisa.

Exemplo de pesquisa qualitativa

 

Vamos supor que uma escola tem um desempenho nas avaliações educacionais superior ao restante das escolas do município. Ou seja, os alunos dessa escola têm notas mais altas se comparadas aos outros alunos da cidade.

Um pesquisador quer entender os motivos que levam essa escola a se destacar e define essa questão como seu problema de pesquisa.

No primeiro momento, o pesquisador faz uma pesquisa bibliográfica, a fim de buscar estudos que já tenham abordado esse tema nessa escola e também estudos similares realizados em outras instituições e cidades.

Considerando que é uma pesquisa que busca entender um fenômeno em uma situação específica, o pesquisador escolhe como metodologia o estudo de caso.

Para a coleta de dados, ele prevê a realização de entrevistas com os dirigentes da escola, grupos focais com os alunos e também pesquisas documentais sobre as metodologias empregadas na escola.

Com o tipo de pesquisa e os instrumentos de coleta de dados definidos, o pesquisador elabora o roteiro e o cronograma da pesquisa. Essas etapas são muito importantes para a organização do processo.

Em seguida, se inicia a coleta de dados e o pesquisador começa a identificar algumas hipóteses que explicam o desempenho dos alunos dessa escola.

Por exemplo, grande parte dos alunos frequentam as aulas em período integral e no contraturno das aulas, têm oficinas de música, artes, literatura e praticam esportes.

Outra constatação realizada a partir das entrevistas com os professores é a liberdade que os profissionais da instituição têm para desempenhar seu trabalho, o que relatam que lhes proporciona maior satisfação.

Após todas as informações coletadas, o pesquisador parte para a análise e interpretação. Nesse momento, o pesquisador formula as conclusões que respondem ao problema identificado.

As pesquisas qualitativas costumam ser apresentadas em trabalhos de conclusão de curso (TCC), monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorados e artigos acadêmicos". 

Fonte: https://www.significados.com.br/pesquisa-qualitativa/