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sábado, 30 de dezembro de 2023

Um Matuto Caminhante. Capítulo 15: POLYUTIL S/A (Versão Preliminar)

 CAPÍTULO 15

 

Roberto Cavalcanti, Governador Tarcísio Burity e o Autor


POLYUTIL S/A


O Professor Tarcísio de Miranda Burity governou o Estado da Paraíba por duas vezes. Na primeira vez, em 1975, por eleição indireta, como ocorria na época, em substituição ao então Governador Ivan Bichara. Na segunda vez, em novembro de 1986, pelo PMDB, foi eleito por sufrágio direto com expressiva votação, permanecendo à frente do executivo paraibano de março de 1987 a março de 1991.

Na campanha para a sua reeleição, um grupo empresarial, liderado por Roberto Cavalcanti, à época, diretor, da Polyutil e do Sistema Correio de Comunicação, procurou a agência de publicidade GCA Comunicação Ltda., então, liderada pelo Diretor Presidente, Genival Ribeiro e pelos sócios diretores Alberto Arcela e Milton Nóbrega. Arcela era o Diretor de Criação, e Milton, Diretor de Artes Gráficas.

Há cerca de dois anos, eu prestava serviços, na empresa, como freelance, pois, como professor da UFPB, estava impedido de exercer funções executivas. Meus serviços eram de assessorar a agência na prestação de serviços profissionais, nas áreas de planejamento, marketing e pesquisas.

Após vários entendimentos entre o grupo empresarial e a agência, o negócio foi fechado. Caímos em campo, praticamente, em tempo integral. Iniciamos os trabalhos realizando pesquisas de opiniões em grupos de focos, na busca de entender o cenário atual da campanha eleitoral.

A partir dessas pesquisas, começamos a traçar o planejamento da campanha. Preparamos o plano de marketing, assim como o layout do material publicitário. Voltamos a realizar novas pesquisas de opinião e de grupos de discussão para uso interno da agência. Por fim, elaboramos as estratégias políticas e eleitorais da campanha. Terminado o trabalho solicitamos uma reunião com o grupo de empresários, tendo à frente o Sr. Roberto Cavalcanti.

Nessa reunião, apresentamos o plano de campanha para a reeleição do Governador Burity. O plano foi aprovado. Após a reunião, conheci Luiz Guilherme Chada, na época, superintendente da Polyutil. Ele era graduado em Administração de Empresas, com especialização em Finanças e Marketing, além de muita capacidade de liderança. Conversamos bastante, regados por algumas doses de uísque e muito tira-gosto, firmando, a partir daí, uma grande amizade. Num dado momento, Chada me convida para conhecer a fábrica Polyutil, localizada no Distrito Industrial de João Pessoa. A visita foi marcada para oito dias após esse encontro.

No dia marcado quando cheguei a Polyutil estavam me esperando o Chada e Roberto Cavalcanti. Começamos a conversar e trocar ideias sobre diversos assuntos econômicos, de mercado, sociais etc. Num determinado momento Roberto pergunta quem eu sou! Identifico-me explicando que sou professor concursado da Universidade Federal da Paraíba, onde leciono as disciplinas de marketing e pesquisas de mercado, nos cursos de graduação e pós-graduação de Administração de Empresas, como também sou pesquisador do CNPq. Surpreso, recebi o convite de Roberto, para trabalhar com eles.

Ora, conhecer como funciona uma empresa e, sobretudo, vivenciar o dia a dia de uma organização empresarial, para mim, era uma grande oportunidade, mormente, que eu poderia aplicar a teoria à prática e, sobretudo, levar a experiência empresarial as salas de aulas na UFPB e posteriormente na UNICAP.

Aceitei, é claro, o convite, porém, com a condição trabalhar só um expediente, devido minhas atividades acadêmicas serem pela manhã e à noite. Ele concordou e logo em seguida comecei a trabalhar na empresa, à tarde, assumindo o cargo de Gerente de Marketing da Polyutil. Isto aconteceu no ano de 1990. Fiquei na empresa por cerca de quatro anos.



Roberto Cavalcanti - Diretor Presidente do Grupo Polyutil

A Polyutil era instalada no Distrito Industrial de João Pessoa, as margens da BR 101 sentido João Pessoa/Recife e fundada na década de setenta. Foi pioneira, na região, na transformação de resinas plásticas em produtos industrializados, nas linhas de utilidades domésticas e de embalagens (garrafeiras e caixas agroindustriais).

Eu era o único gerente que trabalhava um expediente, com exceção das quintas-feiras, quando eu almoçava na empresa, pois, logo após o almoço, nas duas horas seguintes, era realizada uma reunião de trabalho com os diretores e gerentes.

Com exceção de José Fernandes Diretor do Sistema Correio de Comunicação, e de Alexandre Jubert, assessor para a área econômica e projetos especiais, os demais gerentes eram oriundos de outros estados do país, alguns, até do exterior. - Luiz Chada, Superintendente era Alagoano; Salsa, Gerente Financeiro, pernambucano; Tadeu, Gerente Administrativo e de Recursos Humanos, pernambucano; José Luiz, Gerente Comercial, pernambucano; Dina Torti, Secretária Executiva, italiana; e Serginho, Gerente Industrial, paulista, que depois foi substituído por Altair, também paulista.

Era uma equipe bastante unida e profissional. Todos possuíam cursos de Graduação e Pós-Graduação em suas áreas de habilidades e competências. Tínhamos a grande virtude de sob a liderança do presidente, Roberto Cavalcanti, compartilhar todas as estratégias e táticas da empresa.

Alguns fatos marcaram minha atuação na empresa os quais destaco: por ser neófito na área empresarial aprendi muito com os ensinamentos do meu amigo Luiz Chada e, em especial, de Roberto Cavalcanti. Após seis meses de trabalho, já dominava os assuntos relativos à gestão de negócios. Isso foi muito bom, pois comecei a aplicar em salas de aulas. Meu prestígio junto ao alunado, tanto da graduação quanto na pós-graduação aumentou significativamente, pois conseguia fazer a interação entre a prática e a teoria, tanto é que fui por diversas vezes homenageado pelas turmas concluintes.

A mesma coisa aconteceu quando fui lecionar na UNICAP – Universidade Católica de Pernambuco.

Como gerente de marketing criei etiquetas para serem colocadas nos produtos da linha de utilidades domésticas. A Polyutil foi pioneira nessa ação de marketing. Realizávamos reuniões, workshops e cursos com os representantes da empresa, gerentes e funcionários graduados, objetivando introduzir o conceito de marketing como filosofia de trabalho. Sempre destacando que essa atividade era fundamental para conquistar e manter clientes, uma vez que até então, os representantes e a maioria dos gerentes, só sabiam vender por vender! Foi um trabalho acadêmico e que funcionou perfeitamente na organização.

Coordenamos a criação e produção de um catálogo em quatro cores, com fotos ilustrativas de todos os produtos das linhas de utilidades domésticas e embalagens, juntamente, com a agência Real Publicidade dos irmãos Joca e Chicó Moura. Este catálogo era uma antiga reinvindicação dos representantes da empresa; um mostruário dos produtos que os representantes apresentavam aos compradores. O trabalho ficou muito bonito e prático. Um sucesso!

Solicitei a Roberto Cavalcanti que me autorizasse fazer assinaturas de revistas que tratava de assuntos femininos. Ele me perguntou: “para quê?” Respondi: “para saber o que as mulheres estão pensando sobre as cores dos produtos em suas cozinhas”. Fui autorizado na hora. Passei várias tardes folheando e lendo artigos dessas revistas. Alguns colegas passavam e olhavam meio desconfiados! Comecei a pesquisar e identificar nesses artigos, as tendências de cores que estavam sendo modificadas nos produtos destinados para cozinhas e áreas de lazer.

As cores dos produtos da linha de utilidades domésticas já havia bastante tempo que não mudavam. Então, propus ao gerente industrial, Altair, a começar as mudanças identificadas. Ele, a princípio, rejeitou minha proposta, pois, havia um estoque muito grande de resinas nas cores antigas.

Então, conversei com Saulo, subgerente industrial, formado em Química Industrial, com especialização em resinas plásticas. Expliquei o projeto e ele apoiou a ideia. Nas horas de folga, nos intervalos do almoço, Saulo começou a realizar teste misturando as resinas existentes. A primeira coisa que eu fazia, quando chegava à fábrica, era ir ao encontro de Saulo, em seu escritório que ficava no “chão da fábrica”, para saber como andava o projeto das cores.

Depois de meses de trabalho e de acertos e erros, Saulo conseguiu obter as misturas com as resinas existentes, na empresa, para as novas cores a serem utilizadas nas geladeiras, fogões, freezers, liquidificadores etc. Mais um sucesso! Lembro-me muito bem que após o expediente eu e ele fomos comemorar na churrascaria Gaúcha, que ficava próxima a empresa.

Numa das convenções da empresa realizada num hotel, na Ilha de Itamaracá – Pernambuco (a Polyutil foi uma das pioneiras a adotar esse tipo de evento na Paraíba), eu e Saulo, preparamos algumas gôndolas de supermercados com as amostras dos produtos da linha de utilidades domésticas já com as novas cores, e, numa apresentação teatral, mostramos aos presentes. Aprovada a ideia, a linha de utilidades domésticas foi modificada e bem aceita no mercado. Tanto é que logo depois, fomos copiados pelas grandes empresas do setor, que modificaram as cores dos seus produtos.

Outro fato que merece ser destacado ocorreu quando o Presidente Collor assumiu o governo e “confiscou” a poupança, entre outras medidas catastróficas para o setor econômico do país, dificultando, assim, a atividade empresarial como um todo. O setor empresarial teve sérios problemas mercadológicos e financeiros. Muitos faliram.

A população não tinha dinheiro e o mercado parou completamente. Foi um desastre nacional. Lembro-me bem, de todos os diretores e gerentes no gabinete de Roberto Cavalcanti, assistindo a três televisores, lendo nos jornais, as notícias do confisco e, ao mesmo tempo, discutindo como sair da crise. As crises de mercado são cíclicas e no normal, decorrentes de políticas populistas de governos despreparados para gerir o país, principalmente, como o Brasil, um verdadeiro continente, com sérios desequilíbrios regionais e com uma imensa deficiência no setor de mão de obra qualificada.

Roberto Cavalcanti, sempre com a cabeça a mil, como dizem os matutos de Patos, teve uma ideia de que consistia no seguinte: reduzir a margem de lucro dos produtos das linhas de produção, já que grandes estabelecimentos, como supermercados e lojas de departamentos não estavam comprando nada, inclusive, as fábricas de bebidas. O estoque de produtos era alto, ninguém esperava uma atitude tão radical de Collor. Então, ele colocou todo o estoque nos jardins da empresa e fez uma grande promoção de vendas.

Usou o Sistema Correio de Comunicação para divulgar a promoção que se transformou numa corrida. Havia até briga entre os consumidores para adquirir os produtos da Polyutil. De paliteiros a caixas de embalagens eram disputadas pelas pessoas. Os comerciantes compravam os produtos e iam comercializar nos seus pequenos estabelecimentos nos diversos bairros das cidades. Caminhões com alto-falantes saiam às ruas vendendo os produtos da Polyutil. A marca aumentou a visibilidade. Filas enormes começavam logo cedo da manhã até o fim da tarde.

Em determinado momento foi preciso distribuir senhas para as pessoas ter acesso à fábrica. Foi necessário a Secretaria de Finanças do Estado colocar um posto para tirar e controlar as notas fiscais. Saímos da crise estabelecida pelo Governo Collor, com altivez. Os gerentes e funcionários trabalharam incansavelmente para o sucesso desse projeto. Roberto deu todo apoio. No fim, todos foram recompensados com bônus extras.

Roberto Cavalcanti, com seu dom de visionário e aguçada intuição, descobriu uma oportunidade em São Paulo. Uma empresa chamada Hevea, que estava à venda, aquela que tinha como logomarca uma maçã vermelha. Era do mesmo ramo de plástico e, seu carro chefe, eram produtos de utilidades domésticas da cor branca e caixas agroindustriais. Roberto mediante uma engenharia econômica e financeira adquiriu a fábrica.


Vista aérea da Polyutil S/A no Distrito Industrial de João Pessoa (PB)

Na época o Governador da Paraíba Tarcísio Burity e a Prefeita de São Paulo, nossa conterrânea, Luiza Erundina deram apoio total ao projeto. Inclusive visitaram e almoçaram várias vezes na fábrica. Durante seis meses, eu, Chada, José Fernandes, José Luiz, Dina Torti e, evidentemente, Roberto Cavalcanti, trabalhamos diuturnamente em São Paulo.

A Polyutil alugou alguns flats num edifício situado na Vila Nova Conceição, um dos melhores bairros da capital paulista, que ficava perto da sede da Hevea. Lembro-me que jantei várias vezes em mesas separadas com Leão, goleiro do Palmeiras e da Seleção Brasileira, além do grande compositor e cantor Toquinho.

Todos os diretores e gerentes ficavam hospedados nesses flats. Roberto teve uma ideia. Todo mês ele mandava buscar nossas esposas, para passar o fim de semana conosco. Saíamos para jantar nos melhores restaurantes de São Paulo e assistíamos peças de teatro. Era uma forma de aliviar os estreses.

Em São Paulo, na Hevea, havia uma discriminação conosco. Paraibanos industriais na maior capital do país. Era o que faltava. Já não bastava a prefeita? Muitos gerentes locais e funcionários da empresa engoliam a força, nossas presenças e decisões. Repito. Os que faziam a equipe da Polyutil eram profissionais e éticos nos negócios, bem como, cordiais e educados com os colaboradores da Hevea, mas, não subalternos aos paulistas. Roberto Cavalcanti mandou hastear na entrada da fábrica as bandeiras do Brasil, de São Paulo e da Paraíba. Só faltou mandar, os paulistas, prestarem continência. Hoje dou grandes risadas quando relembro esses fatos.

A Polyutil S/A tinha também uma fábrica de pequeno porte situada em Duque de Caxias (RJ). A linha de produção era exclusivamente de embalagens (garrafeiras) produzidas para as grandes cervejarias do país. Visitei várias vezes essa fábrica, inclusive, implantando um sistema de sinalização e de informações estatísticas. Implantamos, também, em parceria com o Gerente Comercial, José Luiz, um sistema de relacionamento ou network com os principais clientes.

Passados alguns anos de ascensão e certa estabilidade econômica fomos mergulhados em nova crise. Agora, decorrentes de políticas dos governos do PT. A corrupção era quase generalizada, para sermos otimistas. Pelo jeito vai faltar prisão. Mas, como se sabe, na crise é que surgem as oportunidades. Estamos a vivenciar, em 2019, um novo governo. Agora, mais uma vez, é acreditar e esperar...!

Finalizo este capítulo agradecendo aos amigos que contribuíram significativamente para minha formação em gestão de negócios, quais sejam: Roberto Cavalcanti e Luiz Guilherme Chada.



                O Autor, Roberto Cavalcanti e José Luiz Spencer

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Um Matuto Caminhante. Capítulo 14 - UNIMED NORTE/NORDESTE (Versão Preliminar)

 CAPÍTULO 14

Aucélio Gusmão e o Autor


UNIMED NORTE/NORDESTE


Fundada em 1977, a Unimed Norte/Nordeste é uma cooperativa de trabalho médico, com sede em João Pessoa - Paraíba. Um dos objetivos da cooperativa é comercializar planos de saúde empresariais e corporativos, como também promover a integração com cooperação entre as UNIMEDs Singulares instalada nas regiões Norte/Nordeste.

No ano de 1990, eu e o meu amigo Aucélio Gusmão (in memoriam), médico anestesista e, na época, superintendente da Unimed Norte/Nordeste, estávamos assistindo na marina do Iate Clube da Paraíba, a final de uma regata em que participavam nossos filhos, Kakito e Breno.  A nossa conversa versava sobre gestão de negócios e marketing. Em dado momento, ele fez a seguinte pergunta: “Você gostaria de fazer parte do nosso grupo de trabalho, sob a liderança de Reginaldo Tavares presidente da Unimed Norte/Nordeste?”. Respondi que sim! - Nesse caso, vou propor uma reunião com o Presidente, onde teremos a oportunidade de você, apresentar sua proposta de trabalho.

        Reginaldo Tavares, já me conhecia desde os tempos de estudantes, quando éramos ainda universitários e solteiros. Frequentamos várias vezes as casas dos nossos pais, e participamos juntos também de diversas festas. Uma vez formado em medicina, ele especializou-se em ginecologia e obstetrícia. Casou-se com Jandira, que por sua vez, era amiga da minha esposa Ângela. Aliás no parto de Kakito, meu primeiro filho, foi ele quem fez o procedimento médico do parto. Quanto ao parto de Raquel, minha filha, não o fez por motivo de força maior, mas indicou seu cunhado Aldrovandro Grise.


Reginaldo Tavares - Presidente da Unimed N/NE


Duas semanas após nossa conversa com Aucélio, Reginaldo me chamou para participar de uma reunião e, nessa ocasião, depois de atentamente ouvir as minhas propostas de trabalho na área de planejamento, marketing e comercialização dos produtos e/ou serviços da UNIMED N/NE, convidou-me formalmente para ingressar na sua equipe. 

Acertamos os honorários e a flexibilidade do tempo que eu poderia dar como expediente. Essa condição se dava pelo motivo de ser professor da Universidade Federal da Paraíba e não poder trabalhar em tempo integral na Unimed.

Solicitei uma reunião com o meu chefe de Departamento na UFPB, o professor Aníbal Costa (in memoriam) e com o Diretor do CCSA, o professor Wilson Marinho, argumentando que esse trabalho seria um prolongamento da minha atividade na UFPB, contribuindo para melhorar as aulas nos cursos de Administração, já que eu teria a oportunidade de vivenciar a prática dos negócios e, como consequência, angariar conhecimentos para transmitir aos meus alunos. Eles concordaram e deram total apoio a essa iniciativa.

A minha função na cooperativa era assessorar o planejamento e desenvolvimento com o fito em ampliar a área de atuação na região Norte/Nordeste. A assessoria era ainda composta de uma equipe multidisciplinar, tendo como assessores, José Rodrigues de Aquino, no campo jurídico e Juvêncio Almeida, no universo da comunicação.


O Autor coordenando um Workshop

Eu, Reginaldo e Aucélio desenvolvemos vários trabalhos, principalmente, realizando workshop com as UNIMEDs Singulares que estavam ou pretendiam se instalar na região geográfica do Norte e Nordeste. O objetivo desses workshops era desenvolver um processo de integração entre elas, sob a coordenação da Unimed Norte/Nordeste.


Apresentando um Relatório Executivo e Plano de Trabalho

Os eventos eram realizamos em todas as capitais e principais cidades da abrangência geográfica pertinente. Esses workshops duravam em média, três dias. A partir dessas reuniões, elaborávamos um relatório executivo que seria o “Termo de Referência” para o planejamento estratégico da Unimed Norte/Nordeste. 

        Desses encontros formamos uma rede de contatos com os dirigentes das Federações Estaduais de UNIMEDs Singulares. Entre esses destaco: os dirigentes médicos da Unimed N/NE: Lourdinha, Lívio e Floriano de Pernambuco; Vicente, Arruda, Damião e Glay do Rio Grande do Norte; Robson e Marcos, Alagoas; Pita de Sergipe; Petrucio e Márcio do Amazonas; Licarião do Acre; Darival do Ceará; Marcos Aurélio da Bahia; Rosandro e Romildo Montenegro; Wilson Moraes; Aldrovandro Grise; Lauro Wanderley; José Gomes; Alberto Luís; Teotônio Montenegro; esses, da Paraíba; entre outros.

Como produto foram criados o Sistema de Informação em Marketing (SIM), a Câmara de Compensação, o Fundo de Investimento de Publicidade (FIP); entre outros produtos e serviços, que a Unimed Norte/Nordeste começava a oferecer as UNIMEDs Singulares, com fins de fortalecimento e desenvolvimento da Federação.

Outra atividade que desenvolvemos foi o planejamento e coordenação das Convenções da Federação, que eram realizadas todos os anos, em uma das capitais dos estados do Norte e Nordeste.


Convenção em Manaus (AM)


Convenção Nacional em São Paulo (SP)


Convenção em Belém (PA)

Em uma das convenções realizadas, no Recife, fiz o lançamento do meu livro “Estudos de Casos no Treinamento de Executivos”. Recebi total apoio por parte da Federação de Pernambuco e da Unimed Recife, anfitriã desse evento.


Teotônio Montenegro, o Autor e Lauro Wanderley


O Autor, Petrucio e Licarião


O Autor e Lourdinha - Presidente da Unimed Recife e da Federação Pernambucana

Na Convenção Nacional da Unimed Brasil, realizada em São Paulo, apresentei um trabalho, cujo título era: Ombudsman: uma proposta para o Sistema Unimed”. Concorri com vários outros trabalhos apresentados por diversos autores. Fui classificado no 1o. Lugar, recebendo um diploma, uma medalha e um prêmio em dinheiro.




O autor com o amigo José Rodrigues de Aquino (in memoriam) Assessor Jurídico da Unimed N/Ne

Em 1996, a Convenção da Unimed Norte/Nordeste foi realizada em Natal, no Rio Grande do Norte. Foi uma das maiores realizadas desde a minha entrada na Federação. Eram mais de 400 participantes, entre médicos cooperados e técnicos do sistema unimediano.

No último dia da convenção, 31 de julho, foi o dia chegada de Kakito dos Estados Unidos.  O desembarque ocorreu no aeroporto Guararapes do Recife. Como eu e Ângela estávamos em Natal foram sua avó Heloísa, sua irmã Raquel e o motorista Marques, como já havíamos combinado com ele, pois quando chegássemos após o almoço jantaríamos juntos.

Aconteceu o inesperado!...

Tudo mudou!  A nossa vida não foi mais a mesma. Não nos cabe julgar os desígnios de Deus ... 

Estava, eu, à mesa secretariando os trabalhos junto com o Presidente da Unimed da Bahia e o conferencista do dia, o professor Raimar Richer, da Fundação Getúlio Vargas, que iria fazer uma palestra sobre marketing para empresas sem fins lucrativos.

Qualquer cerimonial recomenda que se desligue o celular durante o desenvolvimento dos trabalhos. No entanto, neste dia não desliguei o meu. Em plena conferência meu celular toca. Era, a nossa secretária Zuleide. Destreinado pedi desculpas. No entanto, o presidente da mesa vendo meu constrangimento, para contornar a situação me facultou o atendimento. O que fiz!

A secretaria me comunica que Kakito tinha sofrido um acidente grave e estava indo para o hospital. Insisto em saber mais detalhes, e ela com muito habilidade, informa que ele foi mexer com o meu revólver e este disparou atingindo-lhe na cabeça. Meu mundo caiu! Daí para frente o que eu sei foi o que me contaram depois: levantei-me da mesa e sai correndo pelos corredores, enquanto os participantes ficaram atônicos. Ninguém sabia o que acontecera.



Zuleide Câmara, nossa Secretária


Tomei a decisão de ligar para Ângela que estava no shopping com a nossa querida amiga Lucinha esposa do meu amigo Juvêncio Almeida. Ela já me atendeu chorando e disse que tinha acabado de tomar conhecimento, por Juvêncio, do acontecido.


Juvêncio e Lucinha

Por coincidência, nessa Convenção estavam sendo apresentados novos produtos e serviços da Federação UNIMED Norte/Nordeste, que consistiam em aeronaves e helicópteros a serem oferecidos ao Sistema das UNIMEDs filiadas, para transporte de usuários em estado grave. Lamentavelmente, fomos nós que inauguramos!


Por recomendação médica, já estávamos “dopados”. Colocaram-nos em um dos helicópteros e nos levaram para o aeroporto para tomar uma das aeronaves que estava em exposição para os participantes. Em quarenta minutos estávamos no Hospital Samaritano de João Pessoa, onde Kakito estava sendo socorrido. Faltam-me adjetivos para descrever tamanha dor...


Sete dias após o acidente, Kakito veio a óbito. Eu, Ângela e Raquel, ficamos totalmente perdidos. Sentíamos como se estivéssemos vagando num deserto, sem horizontes... Deus nos resgatou!  Com muita fé e esperança, aos poucos, encontramos uma luz, que foi nos libertando desse pesadelo, recuperando nossas forças para voltar à caminhada que Deus nos traçou.


Ainda hoje, sou agradecido aos amigos de trabalho da Federação das UNIMEDs Norte/Nordeste, pela solidariedade e à atenção a nós dispensadas naqueles dias de escuridão. Quanto ao meu trabalho na UFPB, recebi igual solidariedade e compreensão tanto dos diretores, corpos docentes e discentes.


Graças a Deus superamos. Na verdade, a partida de um filho. Como tudo passa inclusive a vida, na condição de cristãos continuamos a ser quatro, embora, convivendo em dimensão diferente. É o mistério da fé. Amem!

sábado, 23 de dezembro de 2023

Um Matuto Caminhante: Capítulo 13: Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP (Versão Preliminar)

 CAPÍTULO 13

 

O Autor e Georginho na Colação de Grau

 

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO

 


A Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), em Recife, em 2012 completou cinquenta anos de história e originou-se da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da Nóbrega. Oferece curso de Graduação e Pós-Graduação (nas modalidades de mestrado e doutorado), como também, cursos de especialização em diversas áreas do conhecimento.

Quando fui professor no Curso de Mestrado em Administração de Empresas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tive vários alunos mestrandos que, na época, eram também professores da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Alguns deles escolheram-me como orientador da dissertação de mestrado. Participei de bancas examinadoras desses alunos, todos gostavam de mim e sempre perguntavam se eu gostaria de dar aulas na UNICAP.

Aposentado da UFPB e por incentivo do meu irmão George, procurei o meu primo Hugo Meira Wanderley, que exercia, à época, cargo importante na administração da UNICAP. Ele, então, solicitou meu currículo e com as declarações dos meus ex-alunos oriundos dessa Universidade, levou o assunto ao Departamento de Economia e Administração (DEA) e ao Reitor da UNICAP.

Hugo e os irmãos (Vlademir, Socorrinha e Ivanildo) quando eram adolescentes, moraram na Fazenda Campo Comprido, de propriedade dos seus avós (Chiquinho e Sindá Meira Wanderley). Os pais de Hugo eram meus padrinhos de Crisma, Odílio Meira Wanderley e sua esposa Ivani.

No início do ano de 2000 fui contratado para lecionar nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Administração de Empresas daquela Universidade.

A UNICAP fica na Rua do Príncipe, no bairro Boa Vista. O Departamento de Administração e Economia está localizado no Bloco G, ocupando o quarto e quinto andares do bloco.




Fachada da UNICAP


As disciplinas que lecionei na UNICAP foram: Administração Mercadológica e Fundamentos para as Pequenas e Médias Empresas (Estudos de Casos). As aulas eram pela manhã e à noite.  No período da tarde, algumas vezes ia para a Agência de Publicidade do amigo Luiz Montenegro, diretor da MMS Comunicação Integrada ou ao cinema no Shopping Recife.



Bloco G da UNICAP




Reunião dos professores com o Reitor da UNICAP



Entendi que se fazia necessário introduzir uma nova metodologia de ensino. Resolvi, então, usar o seguinte processo de aprendizado. Dava uma aula teórica e a outra era sobre um caso empresarial. Foi um sucesso, com a plena participação dos discentes, em face da quebra da monotonia das aulas teóricas! O comentário entre os alunos chegou aos ouvidos dos outros colegas professores e dos dirigentes do DEA e do próprio Reitor. Alguns professores aderiram também ao método, principalmente, meus ex-alunos.

A administração superior da UNICAP na minha época era composta: Reitor: Pe. Theodoro Paulo S. Peters, S.J.; Pró-Reitor de Graduação e Extensão: Erkard Cholewa; Altamir Soares de Paula: Pró-Reitor Administrativo; Maria de Fátima da Rocha Breckenfeld: Pró-Reitora Comunitária; Mirian de Sá Pereira Maia: Chefe do Departamento de Ciências Sociais (CCS); Leonel Ferreira de Morais Neto: Chefe do Departamento de Administração e Economia; e José Sales de França Vidal, Coordenador dos Cursos de Administração.

Fui com muita honra paraninfo de três turmas do Curso de Graduação em Administração de Empresas da UNICAP, nos anos 2001, 2002 e 2003. Na Pós-Graduação do mesmo curso recebi homenagens por duas vezes, nos anos de 2002 e 2003.




Placa de Paraninfo de Turma 2001





Placa de Paraninfo de Turma 2002



        Fiz boas amizades com os colegas professores e funcionários e até hoje, mantemos contatos. Entre eles destaco: Adilson Celestino, André Gustavo, Hugo Wanderley, José Mário Chaves (este é o autor da letra do Hino do Bloco Galo da Madrugada), Josiel Barbosa, Iolena Sampaio, Paulo Ferreira, Platão Torres e Luiz Carvalheira, colegas professores. Os funcionários foram: Mariza Frazão (secretaria do curso), Alessandro da Silva, Luciana Borba, Roberta Souto e Valmir Cavalcante.
         Dos alunos que se destacaram nas minhas aulas guardo a recordação de alguns, tais como: Cecília Carneiro, João Bezerra de Oliveira Neto, Luciana Larissa de Lima Ferreira, Sandra Barboza, Tiago Barreto de Siqueira, Aline Gonçalves, George Trigueiro Filho (meu sobrinho), Andreia Catão, Carolina Monteiro, Gustavo Mendonça, Lúcia Helena Maciel, André Prutckanky, Roberta Machado, Sofia Salgado, e muitos outros.



Alunos Graduados Turma 2001




Alunos Graduados Turma 2002


Um fato que me marcou quando estava na UNICAP, foi o acontecido no dia 11 de setembro 2001, quando do atentado terrorista das torres gêmeas em Nova York. Eu estava na sala dos professores, nos intervalos das aulas, com alguns colegas assistindo televisão e conversando sobre futebol. De repente, a televisão começa mostrar o terrível atentado terrorista. Ficamos todos espantados com o ocorrido, sem entender nada do que estava acontecendo. Em poucos minutos, toda a universidade estava parada, perplexa. Praticamente, as aulas foram suspensas oficiosamente. 

Agora, quando me perguntam: por que deixei a UNICAP? O motivo principal eram as viagens entre João Pessoa e Recife. Naquele tempo a rodovia BR 101, não possuía mão dupla e seu estado de conservação era precário. Essas viagens me cansavam bastante. Outro motivo era a ausência sistemática e constante do meu lar.

No entanto, devo confessar que poderia ter ficado por mais alguns anos. Afinal, gostava do ambiente de trabalho, do contato com os alunos e colegas docentes e funcionários. Era muito bem tratado por todos, em especial, pela secretária do Departamento, a amiga Marisa e pelo professor Sales, Coordenador do Curso em Administração. Sinto saudades pelas boas lembranças da UNICAP.


terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Um Matuto Caminhante: Capítulo 12 - Universidade Federal da Paraíba (Versão Preliminar)

 

CAPÍTULO 12

 


Professor Reitor da UFPB - Humberto Nóbrega


UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA


        Concluído o curso de Bacharel em Estatística na UFPE, ato contínuo fiz o Curso de especialização em Técnicas de Planejamento da Educação, a nível de Pós-Graduação na Universidade Federal de Pernambuco.


Diploma de Bacharel em Estatística pela UFPE


Com a conclusão da especialização, retornei em 1972 para a Paraíba. Por indicação dos senhores Hermes Pessoa de Oliveira e José Ferreira Ramos me apresentado ao Magnifico Reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o médico e professor Humberto Nóbrega, a quem rendo aqui minhas homenagens a que repudio pequenas em face da extensão do seu prestígio junto a comunidade acadêmica.

Nomeado, assumi o cargo na Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento (ASPLAN), órgão vinculado diretamente a Reitoria e coordenado pelo professor José Ferreira Ramos, a quem muito devo a forma carinhosa como me recebeu, além da imensa carga de conhecimentos que me repassou. Faziam parte também como técnico-professores os seguintes colegas: Orlando Gomes, Wilson Marinho, Tereza Aquino, Artur Moura, José Maria Dantas, Derval Dantas, Nilzete Silva, Lígia Nobre, Ruth Mangueira, entre outros. 



Reitoria, na época, da UFPB - Parque da Lagoa

Em 1973, por concurso público, fui aprovado e nomeado Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Econômicas da UFPB. Participaram da minha banca para ingresso no magistério, os professores: Carlos Pereira, Wilson Marinho e José Paulinho, sob a presidência de Carlos Pereira.

A cadeira em que disputei a vaga era intitulada de Pesquisa Operacional, que inclusive, quando universitário fui monitor e, por isso, dominava plenamente as áreas de Programação Linear e Dinâmica, Cálculo I e II, Álgebra Linear, Teoria das Filas e Teoria dos Jogos. O professor titular, a época era José Jorge Vasconcelos, que posteriormente foi Senador da República por Pernambuco e Conselheiro do Tribunal de Contas da União.

A Faculdade de Economia da UFPB funcionava no centro da cidade, no prédio da Academia de Comércio Epitácio Pessoa, posteriormente agregado a UFPB, um belo projeto arquitetônico criado e executado pelo Senhor Hermenegildo Di Lascio.




Academia de Comércio Epitácio Pessoa.


Com o tempo a ASPLAN passou a ser denominada de COPLAN – Coordenação de Planejamento e Desenvolvimento da UFPB. O coordenador era o professor Orlando GomesVárias vezes o substituía quando o Professor Orlando Gomes precisava viajar ou entrar de ferias. O professor José Ferreira Ramos foi nomeado Pró-Reitor de Graduação e, sua grande marca, foi a implantação da reforma universitária no reitorado do professor Humberto Nóbrega, que transformou as Faculdades e Institutos de Ensino em Centros de Ensino e Pesquisa.

Após a reforma, fui designado para professor do Departamento de Administração (DA) do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). Nessa época, já Professor Assistente, continuava prestando serviços à COPLAN, juntamente com meu colega e amigo de departamento, professor Wilson Marinho.

Ao desenvolver um trabalho de pesquisa juntamente com o professor Orlando Gomes, criamos um sistema de informação financeiro/contábil e estatística, denominado “Capacidade Instalada”.

Testado e aprovado a eficácia do sistema criado - Capacidade Instalada, sua aceitação foi imediata. Tanto foi assim, que o professor Lynaldo Cavalcanti, então Diretor do DAU (Departamento de Assuntos Universitários), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), ao tomar conhecimento do nosso trabalho, determinou que fosse imediatamente implantado nas Instituições de Ensino Superior do país, o que foi muito gratificante e nos “abriu portas” para novos voos na área acadêmica.




No Ministério da Educação e Cultura (MEC).


        Eu e o professor Orlando Gomes passávamos a maior parte do tempo, entre João Pessoa e Brasília, como também visitando outras Instituições de Ensino Superior (IES) do país, com fins de verificar a Capacidade Instalada de cada instituição. A metodologia desse trabalho teve aprovação dos diretores do DAU/MEC, senhores Edson Machado e Coronel Pamplona
        O Ministério da Educação tinha um critério técnico para distribuição de recursos financeiros, tendo como base as necessidades e anseios, de futuras instalações físicas e contratação de novos recursos humanas.
        Em decorrência desse trabalho, exerci os seguintes cargos: 
·      Assessor Técnico da Comissão do Ensino da Área de Educação do Ministério da Educação e Cultura (MEC), 1973.
·      Assessor Técnico da Coordenação de Orçamento do Departamento de Assuntos Universitários (DAU) do Ministério da Educação e Cultura, 1976.
·      Assessor Técnico do Ministério da Educação e Cultura/Departamento de Assuntos Universitários. (DAU), 1975/76.
        Em Brasília quando prestávamos serviço ao DAU/MEC ficávamos hospedados em uma casa da UFPB, localizada próxima ao Santuário Dom Bosco que tinha por finalidade hospedar professores e funcionários que iam ao Distrito Federal resolver problemas inerentes da Universidade. Seu gerenciamento cabia a senhora Maria Menina Onofre.
        Concluído o mandato do professor Humberto Nóbrega em 1975, enquanto não saía à nomeação do novo Reitor, o professor Lynaldo Cavalcanti, assumiu Vice-Reitor professor Orlando Gomes. Nesse período, por designação do Reitor Orlando Gomes, assumi a Pró - Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (PROPLAN), pessoa que permanece cativa em minhas lembranças, não só afetiva como também pelo grande profissional que sempre se revelou e me inspirou.
Como Pró-Reitor da UFPB, acumulei as seguintes funções no Reitorado do Professor Orlando Gomes:
·      Gerente do Grupo de Trabalho para elaboração do projeto específico de participação da Universidade Federal da Paraíba no Projeto MEC/BIRD-II, para o “Programa de Desenvolvimento Físico do Campus de Universidade Federal da Paraíba”, em 1975.
·      Vice-Presidente da Comissão Permanente de Capacitação Institucional do Corpo Docente da Universidade Federal da Paraíba. 1975/76.


 
Portaria nomeando para GT (Grupo de Trabalho)


Com a nomeação do professor Lynaldo Cavalcanti para Reitor da UFPB, deixei de atuar na área administrativa da Universidade e passei a exercer exclusivamente minhas atividades de professor Adjunto, no Departamento de Administração, na época chefiada pelo inestimável professor José Neutel Correia Lima e tendo como Diretor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), o professor Berilo Ramos Borba.





Reitor, Professores e Alunos do CCSA.


Faziam parte do Departamento de Administração os seguintes colegas: Afrânio Aragão, Agrimar Santa Cruz Montenegro, Aloísio Santos de Andrade, Antônio Dantas Gomes, Berilo Ramos Borba (depois Reitor da UFPB), Carlos Meira Trigueiro, Carlos Antônio Soares Meirelles, Carlos Pereira de Carvalho e Silva, Cesar Augusto Ruiz Temoche, Cleneide Clemente de Sousa, Ednaldo Dias Barros, Edmilson Azevedo Lima, Evaldo Gonçalves de Queiroz, Fernanda Soares Londres, Fernando Melo do Nascimento, Francisco Antônio Cavalcanti da Silva, Francisco Evangelista de Freitas, Gilberto de Menezes Lima, Hugo Misael Coelho Lima, Humberto Marques Filho, Joel Hermógenes de Medeiros, Joel Souto Maior Filho, José Aníbal Pinto Costa, José de Carvalho Costa Filho, José Edmilson de Souza, José Humberto de Carvalho e Silva, José Jacinto de Araújo, José Rodrigues Filho, José Viriato de Souza, Júlia Van Damme, Kotaro Tanaka, Luciano Azevedo Cahu, Luiz Clementino Vivacqua de Oliveira, Manoel de Souza Câmara, Marconi Timotheo de Souza, Marcos Antônio Pereira dos Santos, Maria Auxiliadora Amorim Lopes, Maria Auxiliadora Diniz de Sá, Maria do Céo Costa de Oliveira, Maria Elizabeth Pimenta de Santana, Maria Penha Leite de Assis, Maria do Socorro Caldas Porto, Marlene Fernandes Borba, Mércia Maria Cavalcanti de Almeida, Nilda Maria Clodoaldo Pinto Guerra Leone, Olinelma de Lourdes Viegas de Oliveira, Osvaldo Trigueiro do Vale, Raquel Coimbra de Oliveira Lima, Regina de Fátima Almeida Lyra, Sílvio de Mendonça Furtado, Sílvia Marques Gondim, Violeta Marques da Silva Lima, Wallace Mendes de Carvalho e Wilson Guedes Marinho.

No Departamento de Economia do CCSA, fiz grandes amizades com docentes lotados nesse departamento, entre eles: José Paulino Costa, Luiz Carlos Florentino, Cláudio Santa Cruz, Roberto Paulo Soares, Romulo Polari (foi também Reitor da UFPB), Airton Menezes, José Alfredo Américo Leite, Heitor Cabral, Ronald Queiroz, Edvaldo Teixeira de Carvalho, Carlos Alberto Brito, Guilherme Cavalcanti, Celso de Paiva Leite, Antônio Cavalcanti, entre outros.

Encerrado o mandato do professor Lynaldo Cavalcanti, para substitui-lo foi nomeado o professor Milton Ferreira. Infelizmente, em poucos meses, renunciou. Em seu lugar, assumiu o colega de departamento professor Berilo Borba para exercer o mandato de 14.08.1980 a 13.08.1984.

O professor Berilo Borba Ramos como Reitor da UFPB indicou o meu amigo e colega professor Wilson Guedes Marinho para Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). O Reitor Berilo Borba solicita do então diretor do CCSA Wilson Marinho, um nome, para exercer o cargo de Presidente do Conselho Curador da Universidade Federal da Paraíba no biênio 1984/86. A indicação foi do meu nome e aceita pelo Reitor com a aprovação do Conselho.



Professor Wilson Marinho


Na gestão do professor Wilson Marinho fui um dos professores mais prestigiado do Departamento da Administração da UFPB. Sua meta principal era criar o curso de Pós-Graduação em grau de Mestrado. No decorrer de sua gestão fui designado para exercer as seguintes funções no CCSA:

·      Membro do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal da Paraíba. 

·  Membro do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PB biênio 1985/86, representando a UFPB.

Como professor de Métodos Quantitativos e de Estatística, fui designado pelo Diretor para lecionar a disciplina Métodos Quantitativos no Curso de Mestrado em Administração de Empresas. Era uma das disciplinas mais difíceis do referido curso.

O Corpo Docente do Curso de Mestrado em Administração era formado pelos seguintes colegas: Afrânio Aragão, Bernard Ballaz (Grenoble), Carlos Meira Trigueiro, Carlos Jales, Cesar Ruiz, Cleneide Clemente, Fernando Melo, Florindo Villa-Alvarez, Francisco Antônio Cavalcanti, George Guerra Leone, Gilberto Menezes, Hubert Drouvot (Grenoble), Humberto Marques, José Alfredo Leite, Dole Abel Anderson (Michigan State University), Janice Jouce (Havaí), Ravi Sarathy (Índia) e Sílvia Gondim.

Sentindo a necessidade de realizar um curso de mestrado, inclusive, para crescimento na Universidade, resolvi fazer Mestrado em Engenharia de Produção oferecido pelo Centro de Tecnologia (CT) da UFPB, que se desenvolvia pari-passo com minha área de atuação em Pesquisa Operacional.




Certidão da Conclusão de Mestrado em Engenharia da Produção


Concluído o curso onde me destaquei com os meus colegas e amigos, Rômulo Polari e Ivanilton Dinoá. Defendi minha dissertação de Mestrado, sob o título - “A tomada de decisão nas Pequenas e Médias Indústrias de João Pessoa: uma abordagem nos setores de Produção e Marketing”. Fui aprovado, com distinção, em 1979. Fizeram parte da Banca Examinadora da dissertação, os professores doutores: pela UFPB Afrânio Aragão (Orientador) e Álvaro Braga de Abreu Silva e pela UFPE, o doutor Antônio Cardoso do Rego Barros.

Com a criação e implantação do Programa de Pós – Graduação em Administração de Empresas, no CCSA, realizei várias pesquisas voltadas para o segmento do setor, sendo registrado como pesquisador no CNPq, nas áreas de Marketing, Turismo e Desenvolvimento de Casos Empresariais.

No Curso de Mestrado em Administração de Empresas do CCSA/UFPB, lecionei as disciplinas: Métodos Quantitativos, Marketing e Pesquisas de Marketing.

Participei, ainda, da criação da Central de Casos Brasileiros – Regional Paraíba, onde pesquisei vários casos, inclusive, publiquei um livro: “Estudos de Casos no Treinamento de Executivos”, que será comentado em capítulo posterior.

Essa Central de Casos foi um diferencial acadêmico no Mestrado. Tínhamos um acervo de 500 casos produzidos pela Fundação Getúlio Vargas e Universidades estrangeiras. Eu e colegas do Programa de Pós-graduação, como também na parceria de alguns mestrandos produzimos cerca de oitenta casos. As aulas eram dinâmicas, teóricas e práticas, utilizávamos casos nacionais e locais. Este trabalho foi um marco na pós-graduação do Curso de Mestrado em Administração de Empresas na UFPB, por ser um método mais econômico e objetivo na identificação das variáveis que afetam positiva ou negativamente o desenvolvimento das empresas objetos do estudo. 

Um fato que faço questão de destacar foi o intercâmbio científico-cultural celebrado com Universidades Estrangeiras, promovido pelo Programa de Pós - Graduação em Administração do CCSA/UFPB que possibilitou a oxigenação de conhecimentos e experiências aos docentes do Programa.

Dentre os vários professores que passaram pelo programa, três influenciaram bastante na minha formação profissional. Primeiro o professor Dole Abel Anderson, University of Michigan, dos Estados Unidos que me fez tutor e me ensinou tudo sobre Marketing, inclusive, Pesquisas de Marketing. Quando ele foi embora, deixou comigo vários livros, apostilhas, casos e anotações pessoais sobre essas disciplinas. O segundo, o professor Ravi Sarathy, indiano e oriundo dos Estados Unidos. Com esse participei de várias pesquisas sobre pequenas e médias empresas e escrevemos alguns casos empresariais. O terceiro, o professor Florindo Villa-Alvarez, que me ensinou os princípios básicos e alternativos sobre as técnicas de metodologia científica empregada em pesquisas. A todos sou muito grato, pelos inestimáveis ensinamentos.



Professor Ravi Sarati





Central Regional de Casos

Participei, com muita honra, de várias bancas examinadoras para concursos públicos de professores do Departamento de Administração do CCSA/UFPB, como também de bancas examinadoras de Dissertações de Mestrado, todas com estudos de casos voltados à nossa realidade. Dentre outras, destaco:

  •     Aspectos Socioeconômicos da Microempresa: um estudo na cidade de Campina Grande, Paraíba. 1979. Aluna: Cleneide Clemente de Sousa.
  •       Problemas e Perspectivas da Cultura Sisaleira no Estado da Paraíba. 1979. Aluno: João Rodrigues dos Santos.
  •    Tecnologia e Dependência: o caso do Brasil. 1980. Aluno: Francisco Antônio Cavalcanti da Silva.
  •      Avaliação do Sistema de Incentivos Fiscais Estaduais da Paraíba. 1980. Aluno: José Ataíde da Silva.
  •     Impontualidade nos Pagamentos na Paraíba. 1981. Aluno: João Alberto de Arruda.
  •    Avaliação do Sistema PIS/PASEP. 1981. Aluno: Jairo Fernandes Martins.
  •       Estrutura de Financiamento das Empresas de Confecções do Rio Grande do Norte. 1982. Aluno: Djalma Freire Borges.
  •       A Comercialização do Coco-da-baía no Estado da Paraíba. 1982. Aluno: João Luiz Arruda.
  •     Marketing: um programa de qualidade para Johnson & Johnson de João Pessoa. 1993. Aluna: Robéria Cavalcanti Souto.
  •       Os fatores influenciadores na compra de serviços de conhecimento em Administração pelos dirigentes de empresas de Campina Grande - Paraíba. 1996. Aluna: Vera Lúcia Barreto Motta.
  •     Avaliação da qualidade do serviço hoteleiro em João Pessoa, Paraíba. 1997. Aluno: Lindoval Luiz de Oliveira.

        Em fevereiro de 1988, através da Portaria R / SRH / No. 118, assinada pelo então Reitor Jader Nunes de Oliveira, me aposentei da Universidade Federal da Paraíba, fechando, assim, um ciclo de vida de total dedicação à academia universidade.



Reitor Jader Nunes.



Portaria da Aposentadoria da UFPB.


Reitores da Universidade Federal da Paraíba, durante o meu período como docente do Departamento de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da UFPB:

·      Humberto Nóbrega – 15/10/1971 a 15/10/1975

·      Orlando Gomes – 16/10/1975 a 12/02/1976

·      Lynaldo Cavalcanti – 13/02/1976 a 13/02/1980

·      Milton Paiva – 05.03 a 11.06.1980

·      Berilo Borba – 14/08/1980 a 13/08/1984

·      Jackson Carneiro – 25/09/1984 a 25/09/1888

·      Antônio Sobrinho – 25/09/1988 a 24/09/1992

·      Neroaldo Pontes – 16/10/1992 a 14/10/1996

·      Jader Nunes – 15/10/1996 a 17/11/2004

Sempre que entrava no Campus Universitário, tinha a sensação de estar no pátio dos grandes palácios da Grécia Antiga, onde ali os sábios mestres Sócrates, Platão, Aristóteles, nas sombras das arvores ensinavam aos príncipes e nobres os conhecimentos mais avançados que prevalecem vivos entre nós.

O encontro no pátio virou aula; os jardins em salas com um palco e bancas; o mestre em professor; o príncipe em proletariado. A educação deixou de ser um privilégio de poucos, para ser uma questão de desenvolvimento da humanidade. Procurei durante essa caminhada pelos jardins do conhecimento, repassar eticamente tudo aquilo que aprendi, desde as primeiras letras do alfabeto com as minhas queridas professoras de Patos, até as mais complexas teorias do mundo das ciências com os doutores e mestres.


ADUFPB - (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba)


Após minha aposentadoria como Professor Adjunto IV do CCSA/DA, fiquei quase duas décadas sem ir ao Campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Mas, como disse o Ministro José Américo de Almeida (1887-1980), “Ninguém se perde no caminho da volta, porque voltar é uma forma de renascer”.

Assim, voltei à UFPB, como uma forma de renascer na academia, dessa vez como professor aposentado/sindicalizado. Sou um dos fundadores da ADUFPB – Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba. Na atualidade venho participando ativamente como membro GTSSA – Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Aposentados e do Grupo Independente de Professores Aposentados, Ativos e Pensionistas da UFPB.

Realmente o Ministro tinha razão. Revigorei-me na volta, ao rever muitos amigos e colegas professores. Participando de reuniões produtivas e amigáveis. Encontros descontraídos no cafezinho da sede da ADUFPB. Apreendendo com novos professores, principalmente, com os membros da Diretoria do Sindicato. Novas ideias são compartilhadas entre os colegas aposentados e ativos – no que destaco o apreço dos novos com os antigos professores. Ambiente Salutar!

Dentre as atividades exercidas nessa nova fase, foi-me oportunizado, a convite do Diretor Presidente da ADUFPB, Cristiano Bonneau, a participar de uma missão junto a bancada paraibana no Congresso Nacional; cujo objetivo básico foi apresentar nossas demandas quanto a situação referente aos precatórios dos 28,86%.

Na oportunidade visitamos o ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior); contactamos com alguns gabinetes de Ministros no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, finalmente, participamos de uma reunião no MOSAP (Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas).



O Autor, Martha Diniz, Cristiano Bonneau (Presidente da ADUFPB) e José Antonio

Com o Deputado Hugo Motta



Com o Senador Veneziano Vital do Rego



Na Sede do ANDES - SN