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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nossa experiência com terremotos

Em outubro de 2009 estávamos eu, Angela, Arcela e uma amiga em Buenos Aires, participando de uma feira de turismo. Encerrado o evento, decidimos conhecer Santiago no Chile.

Compramos as passagens aéreas, reservamos o hotel e alugamos um veículo para quatro pessoas. Chegamos a capital do Chile por volta das 20:30. Estávamos no estacionamento do aeroporto recebendo a documentação do veículo, quando de repente a terra começou a tremer. Não tínhamos  a menor ideia do estava acontecendo, até quando vimos os postos de iluminação do local começarem cair. Tudo ficou escuro, inclusive, o aeroporto. Angela gritou que era um terremoto e que todos se achacassem. Foi o que fizemos. O terremoto durou alguns segundo. O rapaz que estava nos entregando o carro saiu correndo e só fomos vê-lo passados cerca de 30 minutos. Ele tinha ido saber notícias de sua família.

Tomamos o carro e dirigimos para o hotel. Ai, vimos a dimensão que um terremoto faz numa localidade. Estradas interditadas, edifícios  e casas derrubadas, as pessoas todas nas ruas tentando se comunicar com parentes e amigos. Parece uma guerra!

Chegando ao hotel fomos orientados a não subir aos apartamentos, pois teríamos mais tremores, o que eles chamam de acomodações da terra, ou seja, pequenos terremotos. Ficamos todos na recepção do hotel, até que os quartos fossem liberados, por volta das 23:00. Todos os hóspedes acomodados na recepção.

Nos aposentos reservados ligamos a televisão e o noticiário era só sobre o terremoto. Eu e Arcela queríamos voltar imediatamente para o Brasil, mas Angela e amiga de Arcela nos convenceram a não voltarmos. Ficamos assistindo a televisão até altas horas e resolvemos tomar um vinho para relaxar sobre o acontecido.

Pela manhã, ainda, a terra tremia. Saímos para a rua e vimos as pessoas apreensivas, mas tranquilas e tranquilizando, principalmente, os turistas. Vimos muita solidariedade entre as pessoas e organização das autoridades locais. Acho que eles já estão treinados para esse tipo de acidente. O terremoto foi de 5 a 6 graus em Santiago. É uma experiência traumática, porém pedagógica. Afinal, turista aprende e vivencia todos dias experiências diferentes de seu país.

Que Deus proteja as pessoas do Nepal.

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