Neste artigo, apresentamos como o Núcleo Central de uma Campanha (NCC) deve atuar para conquistar novos votos e preservar os apoios já existentes em favor de seu candidato. À primeira vista, essa tarefa natural, mas não é. O amadorismo de outras campanhas ficou para trás, quem não contar uma equipe formada voluntários engajados e profissionais qualificados, trabalhando de forma integrados e sob uma coordenação geral, estará sujeito a perder a eleição.
O primeiro passo é montar, caso ainda não exista, esse Núcleo qualificado, formado por pessoas comprometidas e dispostas a vestir a camisa do candidato. O voluntário é aquela pessoa motivada não apenas a ajudar o candidato, mas a cumprir uma missão para elegê-lo. Já o profissional é aquele que tem o compromisso e o dever de não só cumprir a missão, mas, sobretudo, executá-la e, em muitos casos, falar o que o Núcleo não gostaria de ouvir. O coordenador é o executivo do Núcleo e pessoa de alta confiança do candidato.
Constituído esse Núcleo, começam o planejamento e a execução das estratégias de campanha. Uma das principais estratégias para a campanha, atualmente, é aplicar e analisar cuidadosamente pesquisas quantitativas e qualitativas para uso interno do Núcleo, assim como monitorar segmentos demográficos específicos de determinadas microrregiões.
As pesquisas quantitativas buscam medir oscilações das intenções de voto e tendências históricas, passadas e futuras. Elas mostram a foto do momento. Deve-se também utilizar pesquisas contratadas por terceiros nessas análises. As pesquisas qualitativas buscam identificar fatos, emoções e desejos dos eleitores atuais e potenciais no dia a dia, é o filme. O objetivo é ouvir para que o candidato diga o que os eleitores querem ouvir. É consenso que o voto é uma decisão emocional. Assim, o candidato precisa falar na mesma frequência do eleitor, sem viés de comunicação.
Algumas ideias para segmentação demográfica poderão servir para a elaboração de estratégias eleitorais bem-sucedidas. Pode-se trabalhar com faixas etárias dos grupos de eleitores, por exemplo: jovens de 16 a 24 anos, que estão mais participativos politicamente; grupos de 25 a 45 anos, contingente bastante significativo politicamente; eleitores de 46 a 60 anos, que pertencem à geração dos períodos marcantes; faixa entre 60 e 75 anos, que têm histórias e experiências para contar; e maiores de 76 anos, que estão dispensados de votar por lei, mas podem fazer diferença em uma eleição.
Quanto às estratégias políticas oriundas das pesquisas quantitativas e qualitativas, discorreremos em próximos artigos. Até lá...
👍👍👍
ResponderExcluirMuito bom
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