As pesquisas eleitorais mostram ao eleitor quem está à frente ou atrás em uma disputa. Elas são o retrato de um momento específico da campanha, isto é, um frame de uma eleição que se comporta como um filme.
Além de auxiliar a população na tomada de decisão, as pesquisas orientam os estrategistas de campanha. Elas mensuram os temas mais relevantes da eleição, o desempenho do candidato junto ao eleitorado e o clima da campanha. Para terem valor estatístico, devem ser realizadas de forma repetida, com os mesmos parâmetros inferenciais.
Por isso, pesquisas isoladas pouco ajudam. O erro mais comum é olhar um único resultado e tirar conclusões precipitadas, como afirmar que determinado candidato vencerá com facilidade. Isso só seria verdadeiro se a eleição ocorresse no dia da pesquisa. Campanha é movimento: quem observa apenas o retrato ignora a dinâmica do filme.
Uma pesquisa é uma fotografia do momento. Duas pesquisas, com a mesma metodologia e amostragem, permitem observar um movimento. Três pesquisas já indicam uma tendência. É ela que importa, pois revela crescimento, estagnação ou queda e orienta as estratégias da campanha.
Há vários tipos de pesquisas eleitorais, com destaque para as quantitativas e as qualitativas. As quantitativas indicam a posição dos candidatos — quem está à frente ou atrás. Já as qualitativas avaliam o humor do eleitorado, identificando o que as pessoas pensam e quais opiniões têm sobre os principais assuntos do dia a dia.
Uma campanha eleitoral bem estruturada utiliza esses dois tipos de pesquisa de forma sistemática, especialmente nos últimos 45 dias antes da eleição.
Algumas pesquisas são contratadas por veículos tradicionais, como emissoras de televisão e jornais de grande circulação. Partidos políticos também contratam levantamentos para uso interno. Hoje, no Brasil, a maior parte das pesquisas eleitorais não é divulgada: são estudos de consumo interno.
Por fim, “Pesquisa não é o Waze. É um aplicativo que indica o caminho, mas não dirige o veículo”.
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