Páginas

terça-feira, 17 de março de 2015

Papa Francisco: 2015

No dia 01 de março (domingo) do corrente ano estávamos (eu, Angela e Raquel) em Roma. Nossa programação neste dia era assistir a bença do Papa Francisco na Praça São Pedro no Vaticano. Saímos do hotel Inn At The Spanish Steps, localizado na Piazza Spagna, por volta das 10:00. Tomamos o metro e dirigimos ao Vaticano. Logo que chegamos ao local entramos uma fila, de aproximadamente, um quilômetro. O objetivo era visitar a Basílica São Pedro, onde havia 18 anos, que nós tínhamos ali estado.

Após a visita a Basílica, dirigimos para a Praça São Pedro, na busca que encontrar um local para assistir a bença do Papa Francisco e a leitura do Angelus (II Domingo de Quaresma). Às 12:00, em ponto, o Papa aparece na janela e começa a cerimônia. A multidão delira, aplaude e chora. É uma verdadeira emoção! Fantástico.








"ANGELUS
Praça de São Pedro
II Domingo de Quaresma, 1° de Março de 2015

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
No domingo passado a liturgia apresentou-nos Jesus tentado por Satanás no deserto, mas vitorioso sobre a tentação. À luz deste Evangelho, voltamos a ter consciência da nossa condição de pecadores, e também da vitória sobre o mal, oferecida a quantos empreendem o caminho de conversão e, como Jesus, desejam cumprir a vontade do Pai. Neste segundo domingo de Quaresma, a Igreja indica-nos a meta de tal itinerário de conversão, ou seja, a participação na glória de Cristo, que resplandece no seu rosto de Servo obediente, morto e ressuscitado por nós.
A página evangélica narra o acontecimento da Transfiguração, que se insere no ápice do ministério público de Jesus. Ele encontra-se a caminho de Jerusalém, onde se hão-de cumprir as profecias do «Servo de Deus» e onde se consumirá o seu sacrifício redentor. Mas as multidões não entendiam isto: perante a perspectiva de um Messias que se opõe às suas expectativas terrenas, abandonam-no. Contudo, pensam que o Messias seria um libertador do domínio dos romanos, um libertador da pátria, e portanto esta perspectiva de Jesus não lhes agrada e deixam-no. Nem sequer os Apóstolos compreendem as palavras com as quais Jesus anuncia o êxito da sua missão na paixão gloriosa, não entendem! Então, Jesus toma a decisão de mostrar a Pedro, Tiago e João uma antecipação da sua glória, aquela que Ele terá depois da ressurreição, para os confirmar na fé e para os encorajar a segui-lo pelo caminho da prova, pela vereda da Cruz. E assim, sobre um alto monte, imerso na oração, transfigura-se diante deles: o seu rosto e toda a sua pessoa irradiam uma luz resplandecente. Os três discípulos sentem-se amedrontados, enquanto uma nuvem os encobre e do alto ressoa — como no Baptismo no Jordão — a voz do Pai: «Este é o meu Filho muito amado. Ouvi-o!» (Mc 9, 7). Jesus é o Filho que se fez Servo, enviado ao mundo para realizar através da Cruz o desígnio da salvação, para salvar todos nós. A sua plena adesão à vontade do Pai torna a sua humanidade transparente à glória de Deus, que é Amor.
É assim que Jesus se revela como o Ícone perfeito do Pai, a irradiação da sua glória. É o cumprimento da revelação; por isso, ao lado da sua figura transfigurada aparecem Moisés e Elias, que representam a Lei e os Profetas, como que para significar que tudo termina e começa em Jesus, na sua paixão e na sua glória.
Para os discípulos e para nós, a exortação é a seguinte: «Ouvi-o!». Escutai Jesus. Ele é o Salvador: segui-o! Com efeito, ouvir Cristo exige que assumamos da lógica do seu mistério pascal, que nos ponhamos a caminho com Ele para fazer da nossa existência uma dádiva de amor ao próximo, em dócil obediência à vontade de Deus, com uma atitude de desapego das realidades mundanas e de liberdade interior. Em síntese, devemos estar prontos a «perder a nossa vida» (cf. Mc 8, 35), oferecendo-a a fim de que todos os homens sejam salvos: é assim que nos encontraremos na felicidade eterna. O caminho de Jesus sempre nos leva rumo à felicidade, não vos esqueçais disto! O caminho de Jesus sempre nos leva rumo à felicidade! No percurso haverá sempre uma cruz, provações, mas no final sempre nos leva para a felicidade. Jesus não nos engana, pois prometeu-nos a felicidade e nela concederá se caminharmos pelas suas sendas.
Com Pedro, Tiago e João, hoje subamos também nós a montanha da Transfiguração e detenhamo-nos em contemplação da face de Jesus, para receber a sua mensagem e para a traduzir na nossa vida, a fim de que também nós possamos ser transfigurados no Amor. Na realidade, o amor consegue transfigurar tudo. O amor transfigura tudo! Credes nisto? Que nos sustenha neste caminho a Virgem Maria, a qual agora invocaremos com a oração do Angelus.
Depois do Angelus:
Infelizmente continuam a chegar notícias dramáticas da Síria e do Iraque, relativas a violências, raptos de pessoas e abusos contra cristãos e outros grupos. Desejamos garantir a quantos são atingidos por estas situações que não os esquecemos, mas estamos próximos deles e rezamos insistentemente para que se ponha termo quanto antes à brutalidade intolerável da qual são vítimas. Juntamente com os membros da Cúria Romana ofereci segundo esta intenção a última Santa Missa dos Exercícios Espirituais na sexta-feira passada. Ao mesmo tempo peço a todos, de acordo com as vossas possibilidades, que vos prodigalizeis para aliviar os sofrimentos de quantos vivem na provação, muitas vezes unicamente por causa da fé que professam. Oremos por estes irmãos e por estas irmãs que sofrem devido à fé na Síria e no Iraque... Rezemos em silêncio...
Desejo recordar também a Venezuela, que vive novamente momentos de forte tensão. Rezo pelas vítimas e, de modo especial, pelo jovem assassinado há poucos dias em San Cristóbal. Exorto todos a rejeitar a violência e a respeitar a dignidade de cada pessoa e a sacralidade da vida humana, e encorajo a retomar um caminho comum para o bem do país, voltando a abrir espaços de encontro e de diálogo sinceros e construtivos. E confio aquela amada Nação à intercessão maternal de Nossa Senhora de Coromoto.
Dirijo uma saudação cordial a todos vós — famílias, grupos paroquiais e associações — peregrinos de Roma, da Itália e de diferentes países.

Desejo-vos um bom domingo a todos. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!"



quinta-feira, 12 de março de 2015

Cascais e Estoril: Portugal


Uma sucessão de belíssimas praias cercadas por rochedos, fortalezas, casarões luxuosos e restaurantes à beira-mar descortina-se diante dos olhos de quem parte de Lisboa rumo a Estoril e Cascais, onde o Rio Tejo cede lugar à imensidão do Oceano Atlântico. 

Foi de lá que, cinco séculos atrás, partiram os primeiros descobridores e para lá regressaram as naus com tesouros da África, especiarias da Índia e ouro do Brasil. Ponto final de uma linha de trem que sai do Cais do Sodré, na Baixa de Lisboa, Cascais é pródiga em opções de atividades radicais e outras modalidades que bem revelam o perfil elitista da região, como equitação, polo, tênis, windsurfe e golfe.

Almoçamos no restaurante Mestre Zé. Excelente comida e bom atendimento.

Assistir ao espetáculo das águas que se chocam contra os rochedos da Boca do Inferno é uma boa pedida. 

Na próxima viagem para Portugal, iremos ficar hospedados em Cascais.








terça-feira, 10 de março de 2015

Sintra - Portugal

Passear pela ruas estreitas, tortas e de paralelepípedos por Sintra é deslumbrante. As lojas com suas vitrines repletas de curiosidades e objetos tradicionais chamam a atenção dos visitantes. Objetos pintados à mão e produtos de cerâmicas atraem os turistas. O atendimento dos lojistas é muito bom. Vale o passeio pelas ruas da cidade.

O Palácio da Pena é um dos mais extravagantes do país, talvez do continente. Erguido no topo da Serra de Sintra, a 500 metros de altitude, apresenta uma miscelânea de estilos que, curiosamente, terminam por apresentar um belo resultado. Os últimos reis portugueses, principalmente D. Carlos I e a esposa D. Amélia, aproveitaram bastante essa residência real. Sua construção foi, na verdade, um capricho de D. Fernando II que, em meados do século 19, transformou um antigo mosteiro no colorido e rebuscado palácio. Os ambientes estão recuperados fielmente, como se a Corte ainda habitasse a moradia. A mesa de jantar, por exemplo, se encontra posta com pães de verdade sobre os pratos.

Do largo em frente ao Palácio de Sintra avistam-se sinistras ameias de um forte inacessível. Essas são as ruínas do castelo dos mouros, silencioso marco da ocupação árabe na região. A ampla vista da região que se tem do alto de suas muralhas sempre lhe fora estratégica, mas hoje encantam os turistas.

Sobre as fundações de edificações árabes, ao longe o palácio é facilmente identificado por seu inusitado e robusto par de chaminés cônicas das cozinhas, de 33 metros de altura. Refúgio de verão da monarquia lusitana desde a época de Dom Dinis (1261-1325), que foi quem lhe conferiu as primeiras formas definitivas, passou por sucessivas e marcantes reformas, com cada soberano imprimindo seu estilo, sob os estilos gótico, mudéjar e manuelino. Seus interiores são igualmente belos, com um eclético acervo de artes decorativas e preciosa coleção de azulejos mouriscos.

O pequeno Palácio de Queluz fica a meio caminho de Sintra. Tem um valor extra para os brasileiros: abrigou a família real antes da fuga histórica para o Brasil em 1807. Aqui estão os aposentos de Carlota Joaquina e o quarto onde nasceu e morreu o nosso D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal), decorado com cenas de Dom Quixote. É uma versão pequena do venerado Palácio de Versalhes, na França..

O Cabo da Roca, extremo da Europa, é o seu ponto mais ocidental. "Onde a terra se acaba e o mar começa", como definiu o poeta Luís de Camões. Fica na região de Sintra, mas longe do centro histórico. Do alto do penhasco de 140 metros, debruçado sobre o mar e coberto de vegetação rasteira, a imensidão do oceano deixa qualquer um enfeitiçado. Costuma ventar bastante e é bom ter sempre um casaquinho à mão.

A próxima postagem será sobre Cascais e Estoril.



















sexta-feira, 6 de março de 2015

Lisboa - 2015

Havia 18 anos que não visitava Lisboa. Minha última visita foi quando eu era Diretor da PBTUR - Empresa Paraibana de Turismo e estava coordenado o estande da Paraíba na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa. Ná época passei cerca de 10 dias entre o período da feira e, em reuniões com operadoras e agências de turismo, como também em almoços de negócios. 

Voltando agora encontrei a cidade bastante diferente. As pessoas mais corteses, novas edificações, entre elas, o Parque da Nações, a ponte Vasco da Gama, a orla das praias de Cascais e Estoril restauradas, com bons restaurantes, hotéis de cinco estrelas e pousadas. A qualidade no atendimento ao turista melhorou significativamente. Shopping novos e com boas instalações e grifes mundiais.

A gastronomia continua impecável, principalmente, os pratos de origem dos frutos mar. O bacalhau nem se fala. Maravilho! E o vinho do Alentejo é excelente.

 Os aromas que vêm das confeitarias e restaurantes despertam a gula. Espalhadas pelas colinas que ladeiam o lendário Rio Tejo, Lisboa tem telhados vermelhos e azulejos coloridos. Becos e ruelas guardam preciosidades de um rico passado.
 Ficamos hospedados no Hotel Trivoli, situado no Parque das Nações. Recomendamos!

A próxima postagem será sobre Sintra - Patrimônio Mundial.