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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cabeça de Galo e Bicho de Pé 2018

Para aguentar a folia do bloco carnavalesco Bicho de Pé, que completa 24 anos nesse carnaval, se faz necessário degustar um prato típico da nossa gastronomia, a Cabeça de Galo.

A concentração do Bicho de Pé é a partir das 13:00 desse domingo no boteco Casa de Taipa, na praia do Poço - Cabedelo. A saída do bloco está prevista para às 20:00.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Bloco Bicho de Pé: 24 Anos domingo (11) de carnaval

O Bloco Carnavalesco Bicho de Pé, fundado por Fábio Smith, vai completar 24 anos nesse carnaval.

O bloco nasceu de uma brincadeira entre amigos veranistas da praia do Poço, município de Cabedelo. Na década de 80, aquela praia era, praticamente era habitada por pescadores e veranistas. Também aquele balneário tinha, em determinada época, uma epidemia de "bicho de pé".

Quase todos os veranistas eram infectados por esse bichinho. Não ofendia, mas coçava para danado.


Fábio sempre foi uma pessoa criativo e de um relacionamento interpessoal especial.

Logo, teve sua ideia em fundar o bloco, que completa, hoje,  24 anos ininterrupto.

O bloco sai no domingo de carnaval (11), a partir do meio dia e vai até às 20:00, desfilando pelas principais ruas da praia do Poço.

Esse ano, além da orquestra de frevo, terá também também, batucadas, rodas de côco, bonecos gigantes, etc. É um dos maiores blocos de arrastão das praia do Litoral Norte paraibano.

Vamos brincar!







quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Bloco dos Garotos em Patos


O Bloco dos Garotos, fundado nos anos 60, saia nos domingos e segundas-feiras do carnaval de Patos. Era composto dos meus irmãos  e dos nossos amigos. Nós visitávamos as casa dos amigos, tudo bem planejado. Era servido para nós sucos, guaranás, coca-cola, sanduíchos, salgadinhos, etc. Mas, no fim das visitas tinha uma turma que sempre conseguia uma litro de rum montilha ou bacardi e, a festa terminava numa bebedeira. Interessante, era que tinhámos um observador, cujo nome chamava-se de Tutu. 

Tutu era um descendente de escravo que pertencia a Vovó Tessa, o qual nasceu, cresceu e viveu  conosco até a sua morte. Ele era uma espécie de segurança do bloco. Tinha muita paciência e, no final, deixava a gente tomar o rum, sem nunca denunciar aos nossos pais.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Lança Perfume

Por Leonardo Antonio Dantas. 
O lança-perfume foi a grande invenção do Carnaval Brasileiro. Tendo surgido em 1906 no Rio de Janeiro, logo veio dar uma aura toda especial às festas de momo de norte e sul deste imenso país do carnaval. 

Surgiu com grande publicidade, sendo distribuídos em três apresentações — dez, trinta e sessenta gramas — pela Casa Davi do Rio de Janeiro. Fabricado na Suíça pela Rodo, aquelas ampolas de cloreto de etila, especialmente perfumadas, fizeram época em nosso carnaval.

Em 1911 eram consumidas no Brasil 300 libras do produto e só a Rodo-Suíça para aqui exportara a elevada quantia de 4.500 contos de réis! 
Tal mercado veio a despertar a atenção daquela empresa, que logo enviou ao Brasil um seu representante, sr. J. A. Perretin, a fim de assistir às festas do carnaval do Rio de Janeiro daquele ano. 

Em entrevista à Gazeta de Notícias, transcrita parcialmente por Eneida (op. cit.), o sr. Perretin declarou: “Um povo que faz um carnaval como este é o povo mais alegre do mundo”.
Porém logo o espírito do entrudo se fez presente. O que antes servia como corte às damas, que tinha por objetivo perfumar e agradar o sexo oposto veio a transformar-se em arma: munidos do lança-perfume, alguns foliões passaram a esguichar o seu líquido visando, sobretudo, os olhos das pessoas. A fim de se defender dos esguichos dos lança-perfumes, surgiram no comércio óculos de celuloide e, na imprensa, toda a sorte de protestos contra esta forma estúpida de viver o carnaval. 

A nova descoberta caiu no gosto dos foliões brasileiros. O mercado consumidor crescia a cada ano, motivando o aparecimento de novas marcas — Geyser, Nice, Meu coração, Pierrot, Colombina, etc. —, algumas delas assinadas pelos célebres perfumistas Lubin e Pinaud. 

Até o Recife veio dispor de uma fábrica de lança-perfumes, Indústria e Comércio Miranda Souza S.A., localizada na Rua da Aurora, responsável pela produção das marcas Royal e Paris.

Um inconveniente, porém, acompanhava o produto e era causa de constantes acidentes entre os seus usuários: os recipientes que continham o éter perfumado sob pressão eram de vidro. Em 1927, objetivando sanar tal deficiência, a Rodo lançou no mercado o seu lança-perfume metálico. 

Apresentado em invólucros de alumínio dourado, o novo produto recebeu a marca Rodouro, o que não impediu que se continuasse a produzir com preços inferiores lança-perfumes em recipientes de vidro.

Naquele ano o consumo do produto atingia, segundo a imprensa carioca, a casa das 40 toneladas e no Recife, anos depois, as suas virtudes eram assim anunciadas: 
Um perfume suave eu espalho,
Sou distinto, perfeito, não falho. 
Sou metal e no chão não estouro. 
Sou o lança-perfume Rodouro.


O que era brinquedo romântico, inofensivo e barato, passou a ter outra destinação. Segundo denúncia da imprensa carioca, no carnaval de 1928, o conteúdo do lança-perfume passou a ter objetivos outros: “... o éter fantasiado de lança-perfume é sorvido com escândalo pelo carnaval. No vício legalizado, o Brasil consome quarenta toneladas do terrível entorpecente. Essa quantidade de anestesia daria para abastecer todos os hospitais do mundo”.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bloc Sacarolha na década de 60 em Patos

Na década de 60, Carlos Dantas Trigueiro (meu pai) e outros amigos fundaram em Patos (PB), o bloco Sacarolha. O bloco tinha cerca de 30 componentes e era acompanhado pelos músicos  que formavam a banda municipal, mas paga com recursos próprios. Nada de dinheiro público.

O Sacarolha saia nos domingos, segundas e terças-feira do carnaval, a partir das 10h00 e encerra as atividades do dia por volta das 17h00. Desfilava pelas principais ruas da cidade. Tinha uma programação para cada dia, ou seja, alguns foliões do bloco recebiam seus componentes em suas casas, onde era servida muita bebida, preferencialmente, cervejas geladas e tira-gostos diversos. Era uma verdadeira confraternização entre amigos.