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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

J. R. Guzzo: Deu Errado.

Lendo o artigo de J. R. Guzzo “Deu Errado”, na Veja, fiquei estarrecido com o enunciado transcrito a seguir: “a Justiça do Trabalho deu aos trabalhadores brasileiros que recorreram a ela no ano passado um total de 8 bilhões de reais em benefícios; no decorrer desse mesmo ano, gastou 17 bilhões com suas próprias despesas de funcionamento ... A Justiça do Trabalho brasileiro custa em um ano , entre salários, custeio e outros gastos, o dobro do que concede em ganhos de causa à classe trabalhadora desse país”. Vai além e faz a questão seguinte: “Que justiça existe em gastar 17 bilhões de reais de dinheiro público – que não é do ‘do governo’, mas de todos os brasileiros que pagam impostos – para gerar 8 bilhões?".


Contando essa história para amigos em país sério, serei talvez considerado uma pessoa não confiável, e sim um contador de piadas. E se eu disser que “Hoje a Justiça do trabalhista gasta 90% do orçamento com os salários de seus 3.500 juízes, mais os desembargadores de suas 24 regiões, mais os ministros do seu ‘Tribunal Superior do Trabalho’, mais os carros com chofer. Em nome do progresso social, fica tudo como está”. Aí, serei quem sabe, linchado e considerado partidário de Donald Trump. Ave Maria!

domingo, 30 de outubro de 2016

Carlos Roberto de Oliveira

Conheci Carlos Roberto no início da década 90. Fui morar no Edifício Vancouver no bairro Manaíra, onde ele também morava. De início começamos uma amizade que durou até hoje, quando ele partiu para outro plano. Que Deus o tenha em paz.

Profissional de marketing, intelectual, visionário e empreendedor nato, Carlos Roberto era uma pessoa irrequieta. Sendo eu também um profissional de marketing, nossa amizade tornou-se também parceiros de negócios. Realizamos vários projetos de marketing e pesquisas políticas e eleitorais. Prestamos consultoria a vários candidatos a cargos eletivos, tanto no estado da Paraíba quanto em Pernambuco.

Muitas vezes na boca da noite começávamos uma conversa sobre a situação política da Paraiba e do Brasil e ia até às 23:00 quando percebíamos o horário atingido. Defensor do ex-presidente Lula e eu contrário, nunca chegamos a um acordo, mas jamais ficamos “intrigados” por causa de divergências políticas. Era um homem sábio. Outro assunto que motivava nossas conversas eram as viagens por nós realizadas.

Nos dias que antecederam seu falecimento, nossa conversa girava em torno da gente, juntos, publicarmos um livro sobre nossa experiência em marketing e pesquisa, pela editora que ele tinha criado e, que vem fazendo um sucesso editorial, chamada Pátmos. Aliás todos os empreendimentos que ele entrava sempre foram sucesso!


Deixa saudades e lembranças!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quem não é visto, não é lembrado

Tenho como rotina pelo menos,  uma vez por semana, visitar uma livraria. As vezes adquiro ou não livros que me interessam, mas pelo menos fico atualizado!

Pois bem, ontem fui a uma livraria no Shopping Manaíra e presenciei uma ação de marketing que era, até alguns tempos atras, só usadas em supermercados e lojas departamentais.

Todo profissional de marketing sabe que todos os esforços da equipe vendas são para atrair à atenção do cliente no processo decisivo de compra. A ilha de livros na livraria visitada é uma ação de marketing eficiente. Até porque perguntei ao gerente como estava a saída dos livros em exposição. Ele me confessou que eram os mais vendidos.

Todo produto ou serviço para ser vendido tem que ser colocada na vitrine. Já dizia a sabedoria popular, ou seja, quem não é visto, não é lembrado. A ilha (merchandising) é um espaço natural onde ficam expostos os produtos, seja definido por marca ou por categoria. No caso em referência era por categoria - livros sobre a Lava Jato. Fiquei impressionado com o volume de exemplares, não duplicados, mas de editoras diferentes e, principalmente, autores de matizes contraditórios, apesar da maioria ser a favor da operação em andamento. Lendo as contracapas o leitor fica estarrecido com os fatos narrados sobre corrupção, conceitos de éticas, falsidades ideológicas, mentiras escabrosas, ocultação de informações, falácias, enfim, um caso para estremecer a democracia do país, o que vem realmente acontecendo.


Recomendo adquirir alguns exemplares. Eu pelo menos comprei os seguintes: “Operação Mão Limpas”, “Sérgio Moro” de Joice  Hasselmann e “Lava Jato” de Vlademir Netto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Após ser rejeitado por agência, bebê com síndrome de Down inspira campanha

A norte-americana Meagan Nash achou que um casting de modelos seria uma maneira divertida de mostrar ao mundo o filho, Asher Nash, que tem síndrome de Down. 
Porém, saiu do teste decepcionada ao ouvir, da agência de modelos, que eles não precisavam de uma "criança com necessidades especiais". 

Meagan, no entanto, não ficou quieta e procurou a Kids With Down Syndrome (Crianças com Síndrome de Down, em tradução livre do inglês), uma associação dos Estados Unidos que trata da inclusão na sociedade das crianças com essa condição. A mãe e a organização criaram, então, uma campanha incentivando marcas infantis a contratarem Asher como modelo para suas ações publicitárias. 

"Esse bonitão está pronto para mostrar sobre o que se trata a mudança dos padrões de beleza", diz o pedido publicado na página no Facebook da Kids With Down Syndrome. O post já foi compartilhado 114 mil vezes e teve cerca de 94 mil curtidas.  


Meagan disse, em entrevista ao site americano "The Mighty", que a campanha pode ajudar a valorizar outras crianças com deficiências. "Eles são seres humanos incríveis, e quero que as empresas ajudem a modificar a percepção do mundo sobre isso", falou. 

Fonte: UOL de São Paulo

domingo, 16 de outubro de 2016

Cine Boa Vista - Recife


Cine Boa Vista
Nos fins da década de 60 sai de Patos para estudar em Recife. Fiz o 2o. e 3o. anos do curso científico no Colégio Padre Felix, que ficava localizado na Avenida Conde da Boa Vista. Concluído o curso fiz vestibular e me graduei na Universidade Federal de Pernambuco (1972). 

Morava na esquina entre a Avenida Conde da Boa e a Rua Dom Bosco, num quitinete que foi apelidado de ¾, pois só tinha uma sala é um banheiro. Moravam também em outros quitinetes vizinhos, amigos de Patos. Constituíamos uma família patoense. Bons tempos! Ao final da Rua Dom Bosco com a Avenida Manoel Borba, ficava o cinema Boa Vista. 

O local era um dos mais frequentado da cidade, pois lá também ainda está localizada a Praça Chora Menina. Em frente ao Cine Boa Vista ficava a lanchonete do português, onde várias vezes tomei café da manha lá e, aproveitava para ler o Jornal do Commercio. Nas quintas-feiras, após o treino de futebol de salão que participava na quadra da CHESF, tomava banho e direto para o Boa Vista. 

O cinema tinha todas as características de uma sala de bairro. Todos se conheciam, desde os bilheteiros e porteiros até os expectadores. A entrada era mais barata do que os outros cinemas do centro como o São Luiz, O Moderno e o Art Palácio. Era, na verdade, o cinema dos universitários de moravam no entorno do bairro da Boa Vista. Lá assisti vários filmes de faroeste e chanchadas nacionais, além de filmes dramáticos e de romances. 

Boas lembranças e saudades!